A necessidade de debater as doenças mentais

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    Transtornos mentais são, infelizmente, realidade de cerca de 23 milhões de brasileiros segundo dados da OMS. Entre os transtornos o mais comum é a depressão que atinge 10% das mulheres e 6% dos homens brasileiros. Porém, mesmo com esses números altos, a desinformação sobre o assunto e grande e, por conta disso, várias informações equivocadas sobre esses problemas se espalham rapidamente.
          Basta uma pequena procura na internet sobre depressão para que sejam encontrados alguns desses equívocos. Em muitos sites, existe uma comparação entre tristeza e depressão. Já em outros sites e blogs, pessoas que nunca foram diagnosticadas com nenhum transtornos se sentem no direito de dar conselhos para que as pessoas saiam da situação. O que muitos não percebem é que esse tipo de informação pode atrapalhar a recuperação de uma pessoa nessas condições.
          Além da depressão, existem outros distúrbios que também estão em evidência. É o caso do transtorno bipolar e da ansiedade. Muitas pessoas são ridicularizadas por terem esses transtornos. Muitos são chamados de loucos e exagerados como se o que eles fazem e sentem fosse proposital e não o fruto de um desequilíbrio mental que precisa de cuidados médicos para ser amenizado. Esse tipo de ridicularização é tão comum que podemos encontra-las até em letras de músicas, como é o caso de Mulher de Fases da banda Raimundos.
          Portanto, para que esse problema se reduza é necessário que a informação correta sobre transtornos mentais seja divulgada. Isso pode ser feito através de uma parceria do ministério da saúde com influenciadores digitais. Enquanto o ministério terá o conhecimento correto sobre as doenças, os influenciadores terão o público para receber a informação. A campanha poderá ser aproveitada também para estimular a população a pressionar o governo para que seja regulamentada a lei Paulo Delgado que tem como objetivo proteger pessoas portadoras de doenças mentais.