A necessidade de debater as doenças mentais

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    Corpo são para uma mente sã
         As moléstias que acometem a mente só começaram a ser encaradas de fato como doenças recentemente. Na Idade Média, por exemplo, as doenças mentais eram normalmente ligadas ao sobrenatural, ao místico, à superstição e até à religião, onde pessoas com depressão eram consideradas como afastadas de Deus. Somente na Idade Contemporânea começamos a ter avanços no tratamento dessas moléstias com os antidepressivos e desenvolvimento de formas de tratamento com drogas e ajuda terapêutica, embora ainda persista até hoje, o preconceito de que quem vai ao psicólogo ou ao psiquiatra é "louco".
         Atualmente, o aumento da incidência de depressão, ansiedade e outras doenças mentais na população mundial, dentre outras causas, pode ser atribuída a um reflexo da própria sociedade. A mídia sempre teve um papel de destaque como influenciadores e disseminadores dos ideais de uma sociedade como a definição de uma pessoa bem sucedida e a beleza física, por exemplo. Dessa exposição ocorrem diversas reações, dentre elas estão compulsões, frustrações e ansiedades que em grau elevado e em descontrole podem gerar os problemas mentais. Ocorre que com o advento da internet, das comunicações e das redes sociais houve uma potencialização desses efeitos.
         Assim, uma possível maneira de mitigar o avanço dessas moléstias seria evitar o isolamento e a falta de contato pessoal entre as pessoas potencializado pelo uso excessivo de eletrônicos como celulares e computadores, incentivando o uso consciente desses equipamentos em conjunto com a atividade física. Estudos demonstram que os exercícios melhoram consideravelmente as funções cognitivas do cérebro e a liberação de endorfina no organismo funciona como um antidepressivo e ansiolítico natural. Programas de esclarecimento sobre o assunto também devem ser considerados, para que não mais exista o estigma e a vergonha de pessoas doentes em busca de tratamento.