A necessidade de debater as doenças mentais

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    O aumento no número de pessoas que sofrem de doenças mentais, como a depressão, a ansiedade e a síndrome do pânico é uma questão que gera grande preocupação na saúde pública. Entre as inúmeras razões para a ocorrência desse grave problema estão: a pressão da sociedade por desempenhos excelentes, a individualização e a falta de debate, de informaçao e de sensibilização acerca desse assunto. Nesse sentido, é urgente que sejam tomadas medidas eficazes pelo Ministério da Saúde a fim de combater esse mal e restabelecer uma melhoria na qualidade de vida desses indivíduos.
       Transtornos mentais intrigam médicos, pais e professores, visto que há um crescimento constante de casos de depressão em toda a população, inclusive entre os mais jovens. Existem fatores que influenciam para o aparecimento dessas doenças, como a cobrança por resultados cada vez melhores nos estudos, a competitividade no mercado de trabalho, o ambiente de extrema pressão nas universidades, o bullyng e o padrão de beleza atual imposto pela sociedade. Somado a isso, esse tema é tratado como um tabu social e é pouco discutido pelas pessoas, seja pela falta de informação, de empatia ao próximo ou da inexistência de um diálogo familiar aberto.
       Todo esse cenário devastador, marcado por episódios de profunda tristeza, de angústia e de vazio existencial trazem consequências sérias para a vida das vitimas e em atos de extremo desespero leva ao suicídio. Em primeiro lugar, os pais devem ficar atentos a qualquer mudança brusca de comportamento do jovem, como a atitude introspectiva, a automutilação, a piora no rendimento escolar, alterações no sono e o isolamento. Em segundo lugar, os sintomas depressivos são acompanhados pelo consumo excessivo de medicamentos de tarja preta, de álcool e de maconha. Por último,  há uma banalização dessas doenças nas redes sociais, ao transmitir a ideia de forma humorística de que é normal conviver com esses problemas. As pessoas precisam saber escutar melhor e procurar entender o que se passa na vida do próximo, eliminando o preconceito e o julgamento.
     Portanto, para amenizar o sofrimento dos doentes e reduzir os altos índices de distúrbios psíquicos,o Governo deve ampliar os postos de saúde da família especializados em tratamentos mentais, com a oferta de terapias e de médicos capacitados em lidar com situações que envolvam tentativas de suicídios. Já a mídia pode promover propagandas que encorajem e despertem o interesse das pessoas em utilizar o Centro de Valorização da Vida, através do site ou do disque 141. E as instituições religiosas devem criar campanhas que ofereçam conforto espiritual e paz. Dessa forma, a população será capaz de compreender melhor esses dilemas e a respeitar mais quem sofre desse mal.