A necessidade de debater as doenças mentais

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    O Estigma Social de Pessoas com Doenças Neurológicas
      É inquestionável a forma como os indivíduos da pós-modernidade possuem maiores relações sociais e culturais do que os antepassados, isso se dá à facilidade de comunicação e ao acesso à maiores fontes de informações em questão de segundos. As preocupações aumentaram e junto com elas a incerteza, a insegurança, a instabilidade e o medo. Isso acarreta no alarmante número de 23 milhões de pessoas possuírem algum tipo de transtorno mental no Brasil. 
      Como já dizia Zygmund Bauman "Os relacionamentos são como vitamina C: em altas doses podem provocar náuseas e podem prejudicar a saúde", e isso é o que ocorre na atualidade. No Brasil, 12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental e 3% sofre de algum transtorno grave. Apesar dos números alarmantes há uma falta de debate sobre esse problema não só nacional como mundial. 
       Apesar de serem protegidos pela lei nº 10.216, de 11 de abril de 2001, os portadores de transtornos mentais por muitas vezes são estigmatizados pela sociedade, além de terem os atendimentos necessários negligenciados muitas vezes pela família e pelo governo. 
       A banalização das doenças mentais, principalmente nas mídias, dão uma falsa sensação de que não há com o que se preocupar, mesmo em um país onde as taxas de suicídio são superiores às taxas de mortes de vítimas da AIDS, é possível encontrar em redes sociais mais conhecidas como, Facebook ou Twitter, uma espécie de "romantização" aos transtornos mentais e ao suicídio. A taxa de suicídios sobe a 10% a cada ano; e mesmo sabendo que 9 a cada 10 suicídios poderiam ser evitados. O debate, o esclarecimento e a conscientização ainda não ocorrem com tanta ferocidade como em outras doenças tão graves quanto.  
      Dado os fatos expostos acima, há a necessidade incontestável de ampliar as medidas em defesa dos portadores de doenças neurológicas. Cabe ao Executivo Federal, por meio do Ministério da Saúde, criar núcleos de atenção psicológica primária, fornecendo profissionais qualificados. Aos grandes postos de trabalho disponibilizem aos seus empregados espaços de eliminação do estresse cotidiano. Por fim, cabe à sociedade o debate e a conscientização da gravidade dos transtornos mentais.