A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

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    O jeitinho brasileiro persiste na sociedade brasileira pois se enquadra em um sentimento de unanimidade social. Ele abrange das mais pequenas as maiores corrupções do dia-a-dia, ele é subestimado pelo fato de que na maioria dos casos não há consequências imediatas. Esses fatos considerados isolados tem as suas consequências subestimadas o que minimiza o sentimento de culpa de quem os pratica.
          Aceitar mais troco que o correto no supermercado, depositar lixo no lugar errado, sonegar dinheiro e desviar dinheiro público são apenas alguns exemplos de como o jeitinho brasileiro vai de atos pontuais até escalas gigantescas. Isso é justificado pelas pessoas com o discurso de que "todo mundo faz então nada vai acontecer", o que alimenta uma onda de ações erradas, inclusive judicialmente, e em grande escala traz diversas consequências. Por exemplo, se cada pessoa depositar lixo no mesmo local inadequado, como um rio, usando a justificativa que é algo banal chegará ao momento em que esse lugar se tornará improprio e afetará quem depende dele para viver.
          O jeitinho brasileiro vigora devido ao senso comum que gera um sentimento de unanimidade social onde todos são enquadrados como propagadores dessa cultura. Logo, as consequências não são levadas em consideração, por exemplo, há uma lei que proíbe o descarte inadequado de lixo e prevê consequências para esse delito, porém na pratica isso não acontece. Isso está atrelado a ineficácia do sistema judicial brasileiro e a descrença da sua funcionalidade pela população.
          Portanto, são necessárias medidas para a resolução da persistência do jeitinho brasileiro. Assim é necessário que as escolas ensinem como essas  ações pontuais podem levar a consequências maiores. Então por meio de aulas interativas deve ser mostrado situações cotidianas que em larga escala afetam todos. Dessa forma, é possível prevenir a propagação dessas práticas.