A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

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    O jeitinho cordial enraizado no Brasil 
    
    
         Em sua obra “Raízes do Brasil" o sociólogo brasileiro, Sérgio Buarque de Holanda, desqualifica o brasileiro como “homem cordial" – a figura brasileira na sua essência é egoísta, contudo, camuflada por uma falsa cordialidade em sua esfera pública. Desse modo, ainda na atualidade, é ponto de debate como “jeitinho brasileiro" é nocivo em diversos âmbitos, bem como ele é mascarado pela própria sociedade.
        A princípio, é fato que a corrupção atinge o Brasil à várias décadas e nos mais diferentes âmbitos. Acerca disso, torna-se ponto pacífico rememorar a história do país tropical: que sofreu exploração desde sua colônia, pela Coroa lusíada, e perpassa por problemas no que tange à corrupção até os tempos contemporâneos – como o caso do mensalão, noticiado por vários veículos de impressa que revelaram diversos desvios de verbas para contas particulares de políticos. Desse modo, o “jeitinho” brasileiro, nasceu junto com a nação, e persiste de forma recorrente, por centenas de anos. 
        Nessa conjuntura, reconhece-se que essa persistência está enraizada na sociedade brasileira porque o ato de prevalecer o benefício próprio em detrimento do coletivo já é visto como algo rotineiro. Diante disso, a socióloga pós-moderna, Hanna Arendt reverbera sobre o que ela denomina “banalidade do mal", ou seja, uma atitude má é repetida tantas vezes que acaba se tornando praxe, e até mesmo esquecida pela grande parcela da população. Logo, não há como se esperar que o “jeitinho” seja coibido, pois, assim como no livro de Holanda, os maus hábitos continuam a ser mascarados por sua cotidianidade.  
       Destarte, é mister que medidas sejam tomadas para resolver esse impasse. Para tanto, faz-se necessário que o Ministério da Ciência e Tecnologia, crie uma campanha digital – por meio de posts em redes sociais que tenham por objetivo desconstruir a imagem de homem cordial adotada pelo brasileiro. Dessa maneira, detalhando as diretrizes para se construir uma imagem real que coíba e denuncie práticas corruptas, é passível de concepção uma sociedade enraizada em ética e não em falsas cordialidades.