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    Entende-se o "jeitinho brasileiro", a habilidade de passar por obstáculos com uma certa esperteza. No entanto percebe-se um viés negativo, quando a necessidade de enfrentar problemas se torna análoga à corrupção, pois nesse caso, há malefícios para outros indivíduos. Entender as causas desse processo para combater determinadas posturas é fundamental, se quisermos construir um país melhor e mais democrático.
    Em primeira análise, vale destacar que, como já estudado pelo historiador, Sergio Buarque de Holanda, o "jeitinho brasileiro" é decorrente da cordialidade, que é um comportamento no qual os sentimentos se sobressaem em detrimento da razão, e são expressados em momentos de dificuldades do cotidiano. Tal fator é a síntese da problemática, visto que, em um país no qual a desigualdade social é extrema, a luta pela equidade abre espaço, muitas vezes, para o descumprimento das leis. O exemplo mais notório em nosso país é a pirataria, um processo ilegal que visa aproximar socialmente, os excluídos por renda.
    Além disso, vale frisar a corrupção exercida em larga escala por representantes políticos, denominando-se também como o "jeitinho". Porém, reverbera de forma mais incisiva em toda a sociedade. Sabe-se que a causa dessas atitudes é a cultura da impunidade presente no país desde os tempos de colônia, persistindo com a falta de cobrança da população para com os seus gestores. Desta forma, vê-se necessário a mudança de cenário para uma perspectiva melhor de futuro, não para acabar com o "jeitinho", mas sim para adaptá-lo com objetivo de usufruir de forma proveitosa, a criatividade incutida na sociedade brasileira. 
    Portanto, é de extrema importância que a educação atue como diferencial nessa mudança de panorama. O estudo da ética e da moralidade deve ser trabalhado nas instituições de ensino desde a base para que ocorra a transição de uma nova sociedade mais evoluída. Ademais, como uma medida a curto prazo, é necessário que o Supremo Tribunal de Justiça efetue punições mais rígidas com relação aos casos de corrupção, promovendo a cassação de candidaturas e a proibição de futuras eleições para tais criminosos. Desta forma, a cultura de agir na ilegalidade para o benefício individual tenderá a diminuir, e o Brasil caminhará para uma sociedade mais justa, outrossim, o “jeitinho” será sinônimo apenas de inteligência emocional para superar as mazelas de um país desigual.