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    A série ''O bom jeitinho brasileiro'', veiculada pelo programa como será?, retrata a rotina de brasileiros que moram no exterior e exercem trabalhos voluntários, como a distribuição de alimentos para moradores de rua. No entanto, atualmente o ''jeitinho brasileiro'' também é atribuido a pequenos atos corruptos e desonestos. Sendo assim, a quebra dessa mentalidade torna-se necessária e mudanças na estrutura educacional são urgentes.
       Em primeira análise, deve-se pontuar que a construção de um esteriótipo corrupto atribuido ao brasileiro advém de raizes antigas, visto que, desde a República Velha, atos corruptivos como o ''voto de cabresto'' e a ''Política dos Governadores'' eram utilizados desonestamente para manter os coronéis no poder. Sob essa ótica, a persistência dessa falta de ética é evidente, pois a imoralidade da política no Brasil ainda é presente, exemplo são os escandalos veiculados constantemente pela mídia, como as prisões da operação Lava Jato. Nesse contexto, o reflexo dos brasileiros são seus próprios representantes e, portanto, ações corruptas são praticadas por ambos. Por certo, já afirmava Locke, de que o homem é uma tabula rasa e, portanto, a sociedade molda-o inclusive estimulando-o para atos antiéticos.
       Além disso, vale ressaltar que o mal ''jeitinho brasileiro'' ocorre, desde atos vistos como inofensivos como a compra de CDs piratas até casos graves de lavagem de dinheiro, etc. Dessa maneira, essa forma de agir no âmbito social é extremamente prejudicial ao país, pois, de acordo com o site G1, o Brasil perde cerca de 40 bilhões de reais por ano com a pirataria, capital que poderia ser investido em saúde e educação, por exemplo.
      Diante dos fatos supracitados, é necessário que a União, junto ao Ministério da Educação, destine maiores porcentagens do Produto Interno Bruto à área de ensino médio e fundamental de todas as escolas públicas. Assim sendo, para seguir o raciocínio de Locke, esse capital será investido em disciplinas de ética e moral, ministradas por sociólogos, no intuito da quebra da mentalidade maléfica do '' jeitinho brasileiro'', afim de moldar a  consciência civil diante da banalidade da desonestidade país.