A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

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    O jeitinho  brasileiro continua existindo ainda nos  dias de hoje. Segundo Shakespeare, as promoções vêm de amizades e pedidos, não mais pelo velho modo de obtê-las, por meio do segundo lugar herdar o posto do primeiro. Assim, esse "jeitinho" é um meio de conseguir o que quer, de um modo mais fácil, sem precisar  passar pelos processos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores  que favorecem esse quadro.
        Em primeiro lugar, uma das causas  é a herança deixada da formação do País. Conforme a História, quem mais vinha para o Brasil nos seus primeiros anos de descoberta eram ladrões e condenados de Portugal, pois eles usavam a nova terra, no início, principalmente como um lugar de descarte. Logo, vários valores sociais foram sendo construídos a partir de quem realmente fundou o Brasil, os moralmente incorretos. Nesse sentido, pegar algo que não lhe pertence só para ter vantagens ou criar caminhos alternativos que vão contra a lei, para um determinado fim, são  atitudes herdadas e que hoje  são denominadas como o jeitinho do povo. 
       Ademais, outro fator que colabora é o comportamento de manada. De acordo com Dan Ariely,  psicólogo, as figuras de autoridade influenciam o povo que o contempla. Dessa maneira, se os governadores praticam atos que contornam leis, para benefício próprio, pelo fato dele ser um representante de importância é certo que a grande maioria do povo o copiará. Em virtude disso, é notório que no filme Robin Hood, aqueles que seguem o protagonista, que torna-se o chefe do grupo, não apenas comemoram o roubo mas também o praticam. Assim, acham seus atos corretos, pois estão dando dinheiro aos pobres, porém corrompem a lei para conseguir tais benefício. Logo o famoso jeitinho brasileiro permanecerá se não houver mudanças.
          Em suma, a prática desse procedimento do povo deve acabar. Logo, cabe as escolas ensinarem aos alunos sobre a formação moral do País e sobre a importância de ser um cidadão que respeita as leis determinadas, através das aulas de história e sociologia, para que não haja mais deflagrações da lei na nova geração, assim o jeitinho brasileiro não se perpetuará. Além de o Poder Executivo fiscalizar as autoridades do Brasil, por meio de relatórios, entrevistas, investigações de seus atos e publicações na internet, para que os governantes não mais usem do jeitinho nem o povo que os observa também. Assim, a persistência do modo incorreto de agir do povo brasileiro acabará e Shakespeare verá, finalmente, o segundo obter o posto do primeiro pelo velho modo.