A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

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    O "jeitinho" brasileiro tornou-se uma definição de uma das características da sociedade brasileira. Isso se revela em músicas e novelas, como na canção "Malandro é Malandro, Mané é mané" e "A Grande Família" com o personagem Agostinho Carrara, em que esse aspecto é apresentado como uma cultura "positiva" do brasileiro, independente de classe social, sexo ou raça, em querer encontrar vantagens tanto nos outros como no próprio Estado. Dessa forma, essa característica da sociedade é ocasionada e persistida pela falta de educação e da propagação desse do ato corruptível em nossa cultura como um eufemismo e não de suas reais consequências. 
        Sendo assim, em análise a esse fatos abordados, o maior uso do "jeitinho" brasileiro está vinculada às leis, as quais os brasileiros encontram formas de se aproveitar de falhas na fiscalização e com isso praticá a corrupção. Segundo o Índice de Percepção e Cumprimento das Leis, desenvolvida com objetivo de analisar o cumprimento das leis, 79% dos brasileiros optam em dar um "jeitinho" diante das leis ao invés de cumpri-las e mais de 50% acreditam que não há razões de obedece-las. Portanto, isso se revela não como um aspecto de determinado grupo específico, mas sim de uma sociedade que esta pautada e até acostumada nessa praticá, muitas vezes influenciada tanto pela mídia quanto pelo próprio Estado, o qual apresenta os maiores casos do "jeitinho" brasileiro de se beneficiar às custas do povo. 
         Contudo, apesar das influências e de um uso de eufemismo para a corrupção, a falta de educação é fator motivador para a permanência desse ato na sociedade brasileira. De acordo com o filósofo Immanuel Kant : "o homem é aquilo que a educação faz dele". Com outras palavras, para que haja a formação dos indivíduos é necessário uma educação, no entanto quando não há educação, este retorna-se ao seu estado natural: o de pensar em si próprio e não para um convívio. Com isso, a escassa educação no Brasil aliada culturalização do seu "jeitinho" fazem que ainda haja a permanência e propagação da corrupção. 
        Observa-se, portanto, que a sociedade brasileira necessita de máxima mudança para que o seu "jeitinho" corrupto deixe de ser um característica positiva e passe a ser definido pela forma real. Com isso, o Ministério  da Educação  aliada à Mídia como agente de mudança social e cultural devam incentivar projetos nas escolas e universidades, com psicólogos, sociólogos e professores a fim de que   desmitifiquem a qualificação desse aspecto empregado no brasileiro e apresentem as consequências que isso gera em uma sociedade atual e até as próximas gerações, para que só assim deixe de ser titularizado como "mané" o indivíduo que não se aproveita do "jeitinho" brasileiro de ser.