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    A prática da justiça com as próprias mãos na sociedade brasileira é um problema muito presente. No Brasil, a justiça é muito lenta, mas não é motivo para o brasileiro usar essa prática para fazer justiça. Assim, isso deve ser enfrentado, uma vez que os atos de justiça feita pelas pessoas vão contra os direitos humanos. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a falta de uma justiça eficaz e as desigualdades de punições para quem é rico ou pobre.
          Em primeiro lugar, é possível perceber que vários crimes no Brasil não possuem punições. É muito comum vermos casos de pessoas que praticaram crimes e são soltos depois do ato em poucas semana. De acordo com uma pesquisa realizada pela revista veja, dados revelam que mais de 70 % dos crimes de agressão física o criminoso é solto imediatamente com o pagamento de uma pequena fiança. Nesse ínterim, quem sofreu um crime se revolta e acaba querendo fazer vingança.
          Ademais, outro grande problema é a desigualdade socioeconômica que acaba pesando muito nessa hora, pois há muitos casos em que pessoas com boas condições financeira pagam bons advogados ou pagam a fiança em qualquer valor que a justiça impõe e não recebem uma pena. De fato, o brasileiro que recebeu a agressão ou outro crime de uma pessoa rica, acaba se revoltando e fazendo sua própria justiça por ele não ter sofrido nenhuma punição.
          Fica evidente, portando, que o problema da justiça com as próprias mãos é por causa da péssimo sistema judiciário brasileiro. Nesse sentido, faz-se relevante que o STF ( Supremo Tribunal Federal ), crie uma lei que seja obrigatório o prisioneiro cumprir toda a sua pena definida na primeira audiência, independente de bom comportamento. Além disso, o governo deve acabar com as fianças, tornando assim, a pena de prisão obrigatória independente da renda da pessoa.