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    Segundo o livro "Por uma outra globalização" de Milton Santos, a partir de processos denominados "revoluções industriais" e ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento dos valores humanos essenciais. Como resultado disso, o jornalismo usa, muitas vezes, de uma linguagem sensacionalista para obter benefícios próprios, afetando diretamente a vida da sociedade. Dessa forma é válido analisar as causas e reverberações da presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro. 
    
          Antes de tudo, é preciso entender que as notícias falsas ou exageradas disponíveis em mídias sociais, sendo publicadas ou não por jornalistas, visam, geralmente, um benefício próprio, podendo enaltecer ou depreciar a imagem de alguém ou de algo. Ou seja, jornalistas usam da sua credibilidade e poder de disseminação de informações para manipular, com omissão ou aumento de informações,  um grupo social de interesse, deixando-o contra ou a favor de alguma coisa por vantagem particular. Como exemplo dessa estratégia, o ministro da propaganda de Adolf Hitler, que com base em sua frase: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade", conseguiu transformar a imagem de um nazista em herói.
          Como consequência da falta de ética dos jornalistas que escandalizam  notícias, é possível observar uma sociedade ignorante que não sabe o meio em que está inserida, por admitir como verdade absoluta as informações dos jornalistas. Isso porque, a sociedade está cada vez menos acostumada a buscar a veracidade das notícias, sendo facilmente manipulada e induzida a inverter valores.  Uma vez que, segundo a teoria da "Tabula rasa" de John Locke, o ser humano é como uma tela em branco que vai sendo pintada conforme as experiências vividas, assim, os princípios da sociedade vão sendo moldados erroneamente com base em informações sensacionalistas, que causam "terror" desnecessário.
    
          Fica claro, portanto, que é necessário que a população busque sempre a autenticidade de tudo que é noticiado. Desse modo, é preciso que o Conselho Federal dos Jornalistas, fiscalize adequadamente e puna, quando necessário, jornalistas que emitirem notícias de cunho sensacionalistas, afim de diminuir a quantidade de informações que aterrorizam desnecessariamente a população. Aliado a isso, é importante que o Ministério da Educação fortaleça disciplinas, como sociologia, que formam o senso crítico do indivíduo, com  intuito de que a população consiga, cada vez mais, diferenciar notícias verdadeiras das falsas. Afinal, como afirmado por Milton Santos: "Não se deve propor uma sociedade utópica, e sim melhor".