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    Platão, filósofo grego, afirma, por meio do Mito da caverna, que o conhecimento na Terra são sombras e defende a importância de investigação filosófica na apreensão da realidade. No século XXI, alguns temas ainda reforçam essa ideia. A reflexão acerca da presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro encaixa-se em tal cenário. Isso se deve, sobretudo, à perseguição implacável da imprensa pela audiência. Assim, é essencial encontrar soluções para esse óbice.
          Convém ressaltar de início, que por serem influenciadoras e fomentadoras de opinião, os meios de comunicação devem operar de forma imparcial. Todavia, algumas emissoras, ainda que de forma sútil, "espetacularizam" reportagens com o intuito de prender a atenção do telespectador. Dessa forma, notícias são divulgadas de maneira equivocada e sem relação com o contexto social. Nesses casos, o sensacionalismo atua como desviante ideológico.  
          Ademais, a mídia, ao agir sem neutralidade, é ferramenta de manipulação da sociedade. A história recente aborda esse contexto. Em 1939, Getúlio Vargas, então presidente da época, criou o Departamento de imprensa e propaganda (DIP), para difundir a ideologia do Estado Novo junto às camadas populares. Desse modo, notícias eram transmitidas no rádio com o intuito de divulgar as obras de Vargas, ao passo que mostravam uma imagem populista do ex-presidente. Em contrapartida, o DIP também atuava como instrumento de opressão a quem fizesse oposição a Getúlio.
          Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe aos parlamentares, por meio de aprovação em Congresso Nacional, criar leis efetivas que fiscalize os jornais do país e retire de circulação matérias com conteúdo sensacionalista, com a finalidade de forma uma nação livre desse estigma. Outrossim, a população deve realizar pesquisas em sites consagrados no meio jornalístico, a fim de verificar a veracidade das informações noticiadas. Somente assim, o Brasil superará essa mancha.