A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

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    Na obra Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto, há reflexões sobre o jornalismo e o impacto da imprensa na sociedade. Consoante a isso, atualmente tal fato vêm acarretando problemáticas por conta do caráter sensacionalista que as manchetes vêm possuindo. Visto isso, é possível mencionar a falta de neutralidade da imprensa e a falta de privacidade proporcionada aos personagens noticiados. 
       O método dialético de Sócrates consistia na apresentação imparcial dos fatos e na posterior discussão. Partindo desse pressuposto, a utilização do exagero, imagens chocantes e títulos sugestivos, muitas vezes acarreta na manipulação das emoções dos leitores. Assim, a reflexão crítica ou intelectiva destes cai drasticamente, uma vez que já são induzidos a pensarem de uma determinada maneira. Dessa forma, a falta de imparcialidade jornalística, acarretada principalmente pelo objetivo de angariar capital capital banaliza a situação alheia. 
       No contexto relativo, pode-se citar uma reportagem exibida pelo Jornal Nacional sobre o acidente de avião que matou um time de futebol da região Sul, a maneira insistente e as perguntas evasivas que a repórter fazia para os familiares. Nesse sentido, tal ação além de infringir a ética da profissão, desumaniza a vida humana. Pois, ao criarem um show para audiência, a privacidade dos envolvidos é quebrada e o respeito pelo outro se esvai. 
       Portanto, para que os impactos da imprensa na sociedade sejam caracterizados como positivos, é necessário ação. ONGs em parceria com psicólogos, através de oficinas e palestras, podem estimular a criticidade do cidadão em relação a parcialidade jornalística, para que saibam se posicionar e filtrar o que leem. Já empresas privadas de advocacia em conjunto também com ONGs, por meio da criação de centros de atendimento, podem auxiliar as pessoas que foram desumanizadas pela mídia.