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    Há no jornalismo Brasileiro o sensacionalismo. Segundo a História, esse modo exagerado de falar algo existe desde a Roma Antiga, para se espalhar mais rápido uma notícia entre o povo, que era na maioria analfabeto, e se interessava muito mais por uma noticia, documento ou decreto falado de tal forma. Assim, o sensacionalismo não é algo novo, mas nos jornais tem sido cada vez mais presentes, e com isso a nação está sendo cada vez mais influenciada na sua forma de pensar, agir e ver a sociedade ao seu redor. Logo, cabe avaliar as consequências do sensacionalismo na população brasileira.
      Em primeiro lugar, fatos com sensacionalismo geram nos receptores o mesmo sentimento do jornalista, quer revolta, quer ódio ou quer alegria; o apresentador tem intenção de transmitir tal julgamento. De acordo com o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, o narrador tem um ponto de vista da história e esse é o relatado para o público: de que Capitú o traiu; trazendo assim não só o que pensa, mas também seus sentimentos. Com isso, muitos leitores acreditam no relator, mesmo não sabendo se há emissão de fatos e qual o lado de Capitú. Assim como no livro, os jornalistas fazem o mesmo, provocando nos telespectadores ou leitores raiva por uma pessoa pelo fato de seus crimes, ódio por uma decisão tomada pelos governantes e em alguns casos até atitudes agressivas produzidas por esse tipo de divulgação. Logo, a população é manipulada para pensar, agir e sentir conforme uma minoria determina.
      Ademais, o sensacionalismo cega o público trazendo uma exacerbada confiança no que está sendo dito no jornal. Segundo o Instituto Reuters, 60% dos brasileiro confiam totalmente em apenas um meio de comunicação. Por certo, não há uma busca em outras fontes, assim como o interesse real pelas notícias, acontecimentos e fatos. É portanto, apenas umas informação considerada certa pois um jornalista famoso a trouxe. Por conseguinte, o sensacionalismo traz para o público uma ideia de veracidade e tira do povo o senso crítico, a opinião pessoal e a busca pela verdade, pois afinal não há necessidade de buscar algo diferente do que todos pensam e titulam como verdade e assim andar contra a massa. Logo, a alta confiança em um meio de comunicação exagerado pode cegar para a verdade à volta. 
       Em suma, o sensacionalismo deve acabar. Portanto, cabe ao Poder Judiciário, através de um baixo assinado, criar uma lei que impeça notícias que contenham exageros e opiniões dos jornalistas, para não haver a manipulação sentimental do público. Outrossim, cabe aos jornais informarem que há outros fatos sobre o assunto em demais meios de comunicação, por meio de anúncios no final dos noticiários, para que o receptor formule sua própria opinião. Assim, o sensacionalismo não mais permanecerá.