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    É fato que o crescimento acelerado da rede mundial de computadores trouxe consigo o aumento dos crimes cibernéticos. Exemplo disso são os recentes ataques de hackers que invadiram o celular do atual Ministro da Justiça, o juiz Sérgio Moro e de aproximadamente outras mil autoridades do país. Neste sentido, surge a seguinte pergunta: a ausência de leis mais rigorosas têm piorado este problema?
         Embora exista a preocupação de combatê-los, a inexistência de legislação mais dura dificulta a coibição e a punição de tais atos - o que acaba estimulando a continuidade desta prática criminosa. A ausência de leis específicas, regulamentando as relações sociais na web têm causado aumento de ação terroristas, ataques homofóbicos, discursos de ódio, intolerância política e religiosa, roubo de senhas, sequestro de servidores, além do roubo de informações pessoais com objetivos obscuros. 
          A facilidade de acesso à internet faz com que pessoas com pouca informação se descuidem e tornem-se mais expostas e vulneráveis aos crimes cibernéticos.  A carência de campanhas educativas básicas voltadas aos usuários da web faz com que eles tenham menos cautela e não sentem a necessidade de se protegerem - muitas vezes pela falsa sensação de segurança quando navegam na rede.  
          Em suma, faz-se imprescindível a necessidade de encarar a internet como um lugar que necessita de segurança e vigilância. Posto isto, é necessário que o Estado, juntamente com o Ministério da Educação e Ministério da Ciência e Tecnologia, criar campanhas educativas que visem elucidar a população quanto aos riscos de crimes cibernéticos na rede - como disse Paulo Freire: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Do mesmo modo, devem ser endurecidas as leis, tornando as penalidades mais severas, assim como investir na capacitação de pessoas para realizar  fiscalização virtual efetiva e de qualidade.