Enviada em: 05/09/2018

Vê-se, hoje, que grande parte dos brasileiros preferem a cultura exterior à nacional. O Brasil, há algumas décadas, estava passando por um processo de "cultura híbrida", como alguns sociólogos definem, que é a adesão de alguns outros valores externos; atualmente, no entanto, o país sofre com a "aculturação", isto é: supervalorização dos costumes estrangeiros e permissão de que o tradicional se mantenha (ou se torne) inerte.  O desinteresse de alguns brasileiros pela sua própria cultura é consequência de um jogo ideológico. Após a Guerra Fria, que foi uma disputa política entre EUA e a atual Rússia, a ideia da globalização de seus interesses ganhou destaque. A prioridade de tal "revolução" era diagnosticar qual país era mais influente no globo terrestre; com essa disputa, obteve-se a vitória do norte americano EUA. Por isso que, não somente o Brasil, mas grande parte do mundo, tem influência cultural norte americana, seja ela forte ou fraca.  O resultado do enfraquecimento cultural resulta no fim do passado. Entre a noite deste domingo (02 de setembro) e a manhã da segunda-feira (03), o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, sofreu com um incêndio, que concluiu com a perda de mais de 20 milhões de itens históricos oriundos do território brasileiro. A culpa do Governo está influenciada pela atitude dos cidadãos: o "prédio da história" padecia de uma boa qualidade estrutural por falta de verba, mas, se for parar para pensar, o Governo não tinha mais zelo pelo patrimônio porque os próprios nacionalistas não tinham interesse em conhecer a própria cultura. Notando a decadência do interesse humano pela própria cultura, medidas, portanto, devem ser tomadas. As escolas e universidades devem instigar nos discentes, por meio de projetos didáticos, por exemplo, a "sede" pelo próprio passado, culturalmente falando. O Ministério de Cultura, junto com o de Turismo, devem criar estratégias, a fim de que os brasileiros tenham o desejo de conhecer os costumes de diferentes regiões etc. Dessa forma, faremos do atual presente, no futuro, um passado reerguido.