Enviada em: 24/10/2018

Ao longo de 500 anos, o Brasil se consolidou com uma rica cultura diversificada. Contudo, o que se observa, no século XXI, é a invisibilidade das manifestações artísticas e de sua difusão.Com isso, urge refutar as causas do deficiente estímulo cultural, como a negligência escolar em simetria com a ineficaz gestão de recursos, a fim de combatê-las para a promoção de uma sociedade envolvida culturalmente.   Em primeira instância, destaca-se a falta de estímulo nas instituições de ensino como motor propulsor de cidadãos de baixo nível cultural. Segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Consoante ao filósofo, infere-se que o escasso desenvolvimento cultural durante a formação dos estudantes promove indivíduos indiferentes à cultura, pois parcela significativa das escolas não oferecem aulas de produção artística, o que interfere no enaltecimento cultural. Logo, evidencia-se que a base escolar reflete na sedimentação de valores artísticos.   Somado a esse cenário, nota-se que o gerenciamento financeiro propõe desigualdade no desenvolvimento cultural do território nacional. Nesse ínterim, o Ministério da Cultura criou a Lei Rouanet, a qual apresenta entre suas propostas o incentivo fiscal às empresas que destinam parte de seu imposto de renda para projetos culturais, no entanto, essas finanças incidem em regiões de maior preferência, como o sudeste, pois as empresas têm o direito de escolher onde investirão. Diante disso, ressalta-se que existem áreas menos incentivadas, ou seja, há desproporcionalidade de investimento cultural no país.    Destarte, entende-se que a cultura do Brasil enfrenta o desalento no ensino acrescido à desequilibrada distribuição de capital. Assim, emerge-se imperativo que o Ministério da Educação, por meio da inserção de disciplina, exclusivamente cultural, na grade curricular, incite o envolvimento dos alunos, com o fito de provocar a formação de cidadãos com amplo aspecto cultural. Ademais, compete ao Ministério da Cultura, equiparar a concentração de recursos entre as regiões, por meio do aumento de incentivo fiscal para as regiões menos solicitadas, a fim de proporcionar justo investimento ao país. Desse modo, a nação, gradualmente, terá sua cultura enaltecida.