Enviada em: 29/10/2018

No século XIX, o Brasil já havia sido abarcado pelo eurocentrismo e subsequentemente utilizado numa estratégia de nacionalização que focava na valorização do índio.Entretanto, essa tática era apenas superficial,pois ainda existia uma imposição à hegemonia de relações sociais.Sendo assim, nota-se que ocorreu um apto oportuno em relação a comunidade autóctone, mas foi o primeiro passo para uma equidade cultural.Nesse sentido, concebe-se dois agentes importantes como identificação desta problemática: a discriminação sob diversos costumes e a desigualdade de acesso à arte.            Em uma análise inicial,  percebe-se a relação entre cultura e direitos, bem como a luta contra o preconceito ainda são questões que o país precisa enfrentar.Ademais, entende-se como discriminação cultural qualquer distinção ou exclusão em função da música, dança, hábitos cotianos e outras características sociais,  que embora a Constituição Federal Brasileira garanta a todos, no artigo 125 as  frequentes violações afetam o cotidiano dos brasileiros que deveriam ser beneficiados com alguns pilares que de acordo com o secretário de Políticas Culturais do MinC, Guilherme Varella são fundamentais para o país como a igualdade, integridade física, moral e social, liberdade e solidariedade.No entanto, isso não acontece devido a ausência de informações.   Outrossim, quase um terço da população (32%) depende de acesso gratuito para ir a eventos culturais, indicou um levantamento feito pela consultoria JLeiva Cultura e Esporte. Diante disso, fica claro que a desigualdade social reflete no acesso à arte como nos altos preços de entradas para cinemas, museus, livros, teatros e muitos outros que  grande parte da população não pode pagar com seus baixos salários.Todavia, a localização também torna-se um obstáculo, já que a maior parte dos espaços culturais está centralizada nas regiões de classe média alta.Assim, mostra-se inadmissível  que o Estado de direito permita que essa situação continue favorecendo poucas pessoas à frequentarem esses espaços.   Por conseguinte, é imprescindível que medidas são necessárias para resolver o impasse.Portanto é necessário que a mídia seja um instrumento de promoção através de campanhas publicitárias sobre os vários costumes brasileiros,afim de fomentar o pensamento critico da sociedade sobre o respeito a toda forma de cultura. Também é fundamental que o Ministério da Cultura facilite o ingresso de pessoas menos favorecidas financeiramente por meio de custos reduzidos das entradas mediante à  comprovação de renda, além de criar áreas de oportunidades artísticas em locais postergados com o objetivo final de tornar exequível a todos.Afinal, segundo o filósofo Confúcio, "A cultura está acima da diferença da condição social."