Enviada em: 29/10/2018

No ano vigente, o incêndio no museu nacional fez com que o povo adquirisse conhecimento do dado:  brasileiros visitaram mais o Museu Louvre, em Paris, do que o Museu Nacional. Tal fato causou a reflexão na população acerca da relação entre o Brasil e sua cultura, já que, esses não foram ensinados a valoriza-la. Para compreensão do tema questões como a história e a desigualdade social devem ser apuradas.      A priori, uma análise sobre a história se faz necessária. Durante a colonização, os nativos foram vítimas do eurocentrismo português sendo obrigados a abandonar sua cultura, religião e seus costumes. Com sua cultura subjulgada, criou-se ao longo dos anos a visão de que os índios estavam errados e os colonizadores estavam certos. Dotada de verossimilhança, na sociedade atual perpetua-se a ideia de que a cultura estrangeira é melhor que a nacional. A exemplo disso, a preferência pelo cinema hollywoodiano em detrimento do cinema nacional. Desse modo, sendo a cultura uma identidade da nação, o Estado deve intervir para que essa seja valorizada.     Outro fator a ser averiguado é a desigualdade social. Segundo Karl Marx, existem duas classes antagônicas: os donos dos meios de produção (dominantes) e aqueles que vendem a sua força de trabalho (os dominados). Sob esse viés,  a cultura da classe dominante, composta de músicas clássicas e quadros de pintores renomados, é erroneamente vista como culta e correta inferiorizando a cultura popular, composta pelo funk e o grafite, feito por artistas de rua predominante nas periferias do Brasil. Nesse contexto, cria-se a noção de certo e errado, promovendo a desvalorização da cultura e consequentemente da identidade do país. Portanto, é notório o caráter nocivo da desigualdade social sobre as pluralidades culturais.       À luz do exposto, o brasileiro não foi ensinado a valorizar sua cultura. Logo, cabe ao Ministério da Educação em parceria com municípios, promover nas escolas feiras abertas ao público, onde alunos e professores possam explicar sobre a importância da cultura no Brasil, incentivando a leitura de livros nacionais, ensinando sobre mitos indígenas, mostrando danças regionais, entre outros, a fim de estimular o interesse pela cultura nacional. Ademais, campanhas midiáticas devem ser feitas por artistas e influenciadores digital junto ao Governo Federal, mostrando, por exemplo, o significado de alguns grafites e a história de seus autores, disponibilizando áreas que abrangem diferentes grupos sociais para abrigar esse tipo de arte, valorizando assim as manifestações culturais marginalizadas. Desse modo, a relação entre o Brasil e a cultura será mais harmoniosa.