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    Na sociedade contemporânea, a valorização do esporte feminina ainda é um problema de caráter social. Isso se deve, sobretudo, à falta de políticas públicas destinadas a patrocinar e incentivar a pratica de esportes femininos e, também, à ausência de uma educação mais expansiva que visem romper os paradigmas do preconceito contra a participação feminina na sociedade. Logo, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando ao enfrentamento dessa questão em âmbito nacional. 
      Em verdade, a desigualdade entre gêneros é uma problemática histórica ainda muito evidente no mundo contemporâneo. Sendo o esporte uma das práticas sociais que refletem os padrões de comportamento e os valores de uma sociedade, é notável que essa diferença está refletida nesse plano, como fruto do machismo. Com isso, conforme estudo feito pela Universidade de São Paulo cerca de 40% das mulheres que praticam esportes já sofreram algum tipo de discriminação de gênero, isso mostra que a participação feminina tenha aumentado nas últimas décadas, fica claro que ainda não é dado o devido incentivo à inclusão da mulher nesse meio. Assim, é fundamental destacar que a falta de patrocínio, principalmente por parte do governo, já que dentre os principais nomes associados ao esporte, os maiores salários são pagos aos atletas masculinos. 
       Outrossim, é importante destacar que ausência de uma educação expansiva capaz de romper os paradigmas do preconceito e a exclusão feminina na sociedade, uma vez que a ascensão feminina no esporte representa um importante avanço social e reconhecimento de toda uma geração vitoriosa, exemplo disso é a superação da seleção feminina de handebol brasileira conforme mostrado no documentário Meninas de Ouro produzido pela Savaná Filmes, sobre a vitória olímpica da seleção em 2013, mostrando uma retrospectiva cronológica que aborda as principais dificuldades da seleção nas duas últimas décadas. Assim, alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas é um dos dezessete objetivos para o desenvolvimento sustentável de acordo com a cúpula das Nações Unidas. O esporte e a educação são ferramentas poderosas, mas o respeito certamente é a base de todo esse processo.
      Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de valorizar o esporte feminino na sociedade brasileira. Para tanto, o Governo Federal deve criar mais políticas públicas que visem incentivar mais projetos para patrocinar mais competições femininas e atleta, conferindo-lhes mais possibilidades para que possam seguir uma carreira profissionalizante esportiva. Além disso, cabe-lhe ainda investir em projetos esportivos educacionais nas instituições de educação, promovendo, desde cedo, atividades de interação entre ambos os sexos, com intuito de desconstruir o ideal que esporte é só para homens, provendo a igualdade de gênero. Ademais, às ONGs devem criar mais projetos sociais, por meio de palestras e debates com especialistas, mensalmente, visando discutir mais informações veiculadas ao esporte feminino e as conquistas alcançadas por elas.