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    Oriundos da colonização portuguesa, os valores católicos relacionados à postura feminina na sociedade pontuavam que a mulher brasileira deveria ser recatada  e do lar. Todavia, embora tenha se passado mais de quinhentos anos, ao se analisar a conjuntura do esporte feminino no país nota-se uma prevalência dos valores patriarcais,uma  vez que tal atividade é bastante inferiorizada. Sob essa ótica, é possível apontar como os principais fomentadores da problemática o preconceito enraizado na cultura  brasileira e a postura dos veículos midiáticos frente a questão.
      Mormente, é importante pontuar que no contexto social  brasileiro ocorre uma manutenção dos ideários machistas. De  acordo com a antropóloga Margaret Mead, a cultura atua fortemente na construção dos valores dos indivíduos. Diante disso, é possível inferir que a desvalorização do esporte feminino no Brasil é fruto do preconceito histórico enraizado no cultura do país, haja vista que pelo fato da  prática esportiva ter sido popularizada no âmbito masculino, tais atividades são vistas pela maioria  como ``coisa para homem``. Logo, é notório o caráter atemporal do machismo no Brasil.
      Outrossim, a indústria midiática corrobora para manutenção dos ideários patriarcais no país. Segundo Adorno e Holkaimer, a indústria cultural tende a homogeneizar os padrões sociais com a finalidade de obter lucro. Diante disso, é evidente que o descredito do esporte feminino nos veículos  de comunicação está relacionado com o fato destes não serem associados aos padrões vigentes, consequentemente não proporcionando uma grande lucratividade para estas empresas.
      Portanto, é  mister que o Estado atue para atenuar a problemática. Logo, o Governo Federal deve realizar um projeto denominado ``Esporte também é coisa para mulher`` ,  sendo realizadas campanhas na TV aberta com grandes personagens femininas do esporte, como a jogadora Marta e  a Sheilla Castro,  sendo cobrado por estas espaço e igualdade no esporte. Ademais, o projeto deve realizar concessões de incentivo fiscal às empresas que apoiarem a causa, e assim atuar para mitigar o problema.