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    Na Copa do Mundo feminina de 2019, a jogadora Marta atuou em campo com uma chuteira sem patrocínio, em protesto a diferença salarial entre os gêneros na mesma função. Contudo, na contemporaneidade, casos com o da esportista são comuns, isso por conta da desvalorização do esporte feminino. Destarte, convém analisar como o patrimônio histórico cultural e  a falta do Estado corrobora com a disparidade no âmbito. 
        Inicialmente, é possível destacar que valores passados continuam sendo difundidos na sociedade contemporânea, contribuindo como um dos principais motivos da desvalorização esportiva. Segundo o Pierre Bordieu, sociólogo francês, durante o processo de socialização, os indivíduos incorporam, neutralizam e reproduzem estruturas sociais que lhe são impostas em sua época. Lê-se, portanto, como nociva a compreensão de que, em país com uma Constituição Federal tão atualizada, o Estado não invista esforços para garantir legalmente igualdade  de gênero no esporte.
        Ademais, é notável que a falta de atuação do poder público influencia na ocorrência de desigualdades no meio esportivo, até mesmo nos próprios campeonatos. De acordo com a BBC, o time vencedor da Copa do Mundo feminina de 2011 na África, recebeu cerca de 20% do prêmio dado ao mesmo titulo a Alemanha em 2014 no Brasil. Dessa forma, torna-se inadmissível que o Estado corrobore com a persistência do problema, instaurando uma divisão entre os sexos no esporte não só brasileiro, mas em todo o mundo.
        Fica evidente, portanto, que é de extrema importância a intervenção estatal para garantir valorização ao esporte feminino. É preciso, então, que o Ministério da Educação e Cultura(MEC), em parceria com Ministério da Tecnologia, criem páginas informativas sobre o preconceito para com as mulheres esportivas na sociedade de forma clara e objetiva, por meio de verbas públicas. Tendo como intuito a extinção do preconceito. Assim, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada, sem desigualdade e preconceito, valorizando todos os esportes.