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    Durante o período clássico da história do mundo e do esporte, nas primeiras civilizações gregas, com a criação dos jogos olímpicos, as mulheres eram demasiadamente afastadas de tais lazeres e festividades, considerados inadequados para o gênero feminino. Tal aspecto sociocultural gerou na sociedade brasileira preconceitos quando se trata de esporte e mulheres, de modo que muitas delas precisavam se disfarçar para praticar atividades físicas. Portanto, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para a valorização do esporte feminino no Brasil. 
          A priori, cabe destacar a história de superação do machismo, preconceito e desigualdade de gênero junto a desigualdade social da jogadora Marta Silva. De acordo com a sua biografia, ela sofreu bastante preconceitos, principalmente no meio familiar, de tal modo que se escondia para não apanhar, apenas porque jogava e gostava de futebol. De forma análoga, infelizmente, essa história coincide com milhares de outras histórias de mulheres em dias atuais, no mundo do esporte. Desse modo, nota-se que o preconceito é um problema necessitado de soluções, pois é inadmissível que em pleno século XXI ainda ocorra tais olhares antiquados e hostis diante do quadro de superação e lutas de mulheres para que hoje possam desfrutar dos benefícios do esporte e atividades físicas em território brasileiro. 
          Outrossim, a Constituição Brasileira de 1988, estabelece em lei, a igualdade de gênero, sem qualquer e nenhuma distinção. Todavia, tal norma constitucional não abrange o mundo esportivo, visto que o esporte feminino não usufrui de investimentos, patrocínios, tampouco de estímulo equiparado ao dado aos homens. Isso é explícito ao observar o incentivo dos pais e das escolas para que os filhos e alunos joguem futebol e as meninas brinquem de boneca. Nesse contexto, a ONU (Organização das Nações Unidas) tem em metas, de acordo com as cláusulas do projeto "Desenvolvimento Sustentável", assegurar a igualdade de gênero e incentivar o empoderamento feminino. Tais objetivos buscam atingir, até 2030, o bem-estar entre povos de todas as nações, principalmente entre gêneros. Assim sendo, a valorização da mulher no meio esportivo, no Brasil, seria finalmente possível. 
          Logo, é evidente a falta de valorização das mulheres no esporte, em território brasileiro. Contudo, para o alcance do Desenvolvimento Sustentável até o ano de 2030, é necessário a ação da sociedade e dos órgãos governamentais. Portanto, o Ministério do Esporte deve promover investimentos, por meio de acordos com empresas privadas para o financiamento do esporte feminino. Além disso, o mesmo deve, também, promover o incentivo à pratica de esportes por mulheres de todo o Brasil, mediante a valorização dos jogos femininos pela mídia, com transmissão ao vivo em todas as redes televisivas e também, a criação de leis que imponham nas escolas as práticas esportivas entre todas as crianças.