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    Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornada à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana das mulheres brasileira, as quais buscam ultrapassar as barreiras que as separam dos seus objetivos. Nesse contexto, não há dúvidas que a participação e a valarização das mulheres no esporte brasileiro é um desafio que ocorre devido não só à negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.   
         Em primeiro plano, convém ressaltar que a Constituição Federal de 1988- com princípios basilares de justiça e equidade- garante direitos iguais entre homens e mulheres. No entanto, é possível constatar que esses princípios encontram-se deturpados no Brasil, à medida que a falta de políticas públicas inclusivas, bem como recursos financeiros governamentais destinados às atletas femininas não são suficientes para amenizar esse desequilíbrio social. Desse modo, os direitos que assitem as mulheres esportistas permanecem no papel, e isso reflete claramente no baixo numero de atletas profissionais do gênero feminino além da fomentação ao preconceito e descriminação.
        Outrossim,  destaca-se o preconceito da sociedade como impulsionador do problema. Nesse viés, a existência da discriminação contra a pratica de esportes por mulheres é reflexo de um  contexto histórico-cultural e de valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. Dessa maneira, a participação das mulheres no esporte enfrenta grande preconceito e desestímulo. Entretanto, segundo o pensador francês Michael Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam, para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores éticos, morais e sociais é fundamental para transpor as barreiras impostas à sociedade feminina de forma geral e, sobretudo, no esporte.
        Infere-se, portanto, que ações são necessárias para solucionar o impasse. Isto posto, urge que o Estado, em parceria com o Ministério do Esporte, crie- por meio de verbas governamentais- projetos de inclusão feminina em todas as modalidade de esportes, além de disponibilizar bolsas e auxilio financeiro a fim de melhorar o desempenho e as condições de treinamento das atletas. Ademais, as fámilias, em conjunto com as escolas, devem promover a discussão do tema no ambiente familiar e estudantil, com palestras, debates e atividades lúdicas. Logo, a partir dessas ações, espera-se que a comunidade escolar e a sociedade em geral - por conseguinte-  consonantizem-se. Dessa forma, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.