A valorização do esporte feminino no Brasil.

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    No início da década de 60, o movimento feminista trouxe em voga o debate sobre a opressão feminina e a busca pela igualdade de gêneros. Embora passados anos, a luta da mulher contra preconceitos sociais é constante e pode ser notada na área desportiva, já que a discussão da importância da atuação feminina no esporte é um avanço para quebra de paradigmas de gênero. Entretanto, observa-se a desvalorização desse cenário, uma vez que valores acerca do corpo feminino regem preconceitos no esporte. Desse modo, a objetificação da mulher, aliada à lógica comercial de jogos, é o principal ponto para superação desse cenário. 
          Primeiramente, a visão preconceituosa sobre a capacidade feminina é o cerne da dificuldade de atuação na área desportiva. De acordo com Heldman, vivemos um período cuja objetificação do corpo determina nossas ações. Diante de tal perspectiva, a visão estereotipada feminina torna-se empecilho para realização de certas tarefas, visto que a discriminação social sobre a mulher dificulta a livre atuação como atleta. Evidentemente, é comum a dificuldade de progressão na carreira desportiva, pois a cultura corporal despreza a capacidade e o desempenho feminino.
    
          Em segunda instância, a comercialização da esporte preconiza a divulgação de jogos femininos. Esse cenário advém da preferência pelo esporte masculino, pois, como setor de maior audiência, recebe privilégios graças ao maior consumo popular. Diante disso, assemelha-se à perspectiva de Karl Marx, cujo capitalismo prioriza os lucros em detrimento dos valores. Ou seja, é comum a ausência de investimentos no esporte feminino, já que, na busca pela atividade mais rentável, exaltam os jogos masculinos e negligenciam os jogos de mulheres. 
    
             Em suma, evidencia-se que a desvalorização de atletas mulheres é guiada pelo preconceito vigente. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, por intermédio dos Ministério da Mulher e da Cidadania, criar o projeto “Brasil Desportivo”. Nele, deve haver, mediante financiamentos, o investimento na base desportiva nacional, a fim de facilitar a inserção da mulher na profissão atlética. Ademais, o mesmo deve, por meio de campanhas, divulgar as práticas desportivas femininas, a fim de influenciar o crescimento de mulheres no esporte e desconstruir preconceitos sociais para, consequentemente, garantir o desenvolvimento mutuo de atletas de ambos os gêneros. Portanto, graças a essas diretrizes, estender as ações afirmativas do movimento feminista ao esporte.