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    A Ordem Social da Constituição Federal estabelece que o esporte é um direito de todos os cidadãos brasileiros. No entanto, tal direito é oferecido de modo desigual, uma vez que o esporte feminino ainda não é valorizado como o masculino, e isso se dá, principalmente, devido ao fato de as mulheres terem sido impedidas, durante décadas, de participarem de diversas modalidades esportivas. Desse modo, urge que a escola e a mídia atuem, em conjunto, na resolução da problemática, para que o esporte feminino seja valorizado e para que a mulher possa ser inserida, efetivamente, no esporte.
      Em primeiro lugar, é mister ressaltar que a desvalorização do esporte feminino não é uma invenção atual, visto que, em 1896, na primeira edição dos Jogos Olímpicos, que ocorreu em Atenas, as mulheres foram proibidas de participar da competição por serem consideradas "frágeis" e, portanto, segundo a ideologia da época, deveriam estar voltadas para atividades domésticas. Esse pensamento só foi modificado, ainda que parcialmente, em 2012, quando a mulher foi autorizada a competir em todas as modalidades esportivas. Tudo isso é fruto de uma sociedade patriarcal, sendo a escola um dos principais agentes para a permanência dessa realidade, a partir do momento em que as atividades físicas são estabelecidas de acordo com o gênero dos estudantes.
      Todavia, a questão da desvalorização do esporte feminino é ainda mais complexa, dado que, embora a mulher tenha conquistado seu espaço, o preconceito de gênero se encontra muito presente e, mesmo com grandes conquistas, essa tem sua credibilidade questionada apenas pela sua condição de gênero. À vista disso, os desafios enfrentados pelas mulheres, principalmente pela falta de investimento e incentivo, as coloca como inferiores em relação aos homens. Isso pode ser exemplificado quando a Copa do Mundo masculina recebe a audiência de todo o país, enquanto a feminina, muitas vezes, nem é televisionada pelas grandes emissoras.
      Desse modo, nota-se que a problemática da desvalorização do esporte feminino necessita ser solucionada, posto que o cenário atual não garante o direito ao esporte, estabelecido pela Ordem Social, de forma igualitária entre homens e mulheres. Urge, portanto, que a escola, durante as aulas de educação física, promova a inclusão entre meninos e meninas, através de atividades mistas, para que o preconceito de gênero no esporte seja desconstruído. Ademais, cabe à mídia, por meio de propagandas, mostrar aos brasileiros a importância do esporte feminino no combate ao machismo. Somente assim, as mulheres poderão ser inseridas no esporte.