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    ''O lugar da mulher é onde ela quiser'', essa frase é reflexo da luta feminista desde a Revolução Francesa diante do cenário do patriarcalismo e o machismo enraizado na sociedade. Sob esse viés, as mulheres buscam cada dia mais conquistar espaços, os quais antes eram considerados restritos aos homens, evidenciando a importância do ingresso no mundo esportivo. Dessa forma, a valorização do esporte feminino torna-se fundamental para romper com os paradigmas estabelecidos, além de viabilizar a ascensão desse grupo, o que não é visto com força no Brasil.
      Mormente, a Legislação Brasileira em 1941, no artigo 54, delimitou que as mulheres não poderiam realizar atividades desportivas devido sua condição natural, perpetuando o pensamento arcaico de sexo frágil. Sendo assim, os avanços do movimento feminista fizeram surgir uma nova mentalidade perante a sociedade conservadora e machista, visto na conquista de espaços antes apenas de homens, além de romper os preconceitos de inferioridade. No entanto, há diversas barreiras para o crescimento do esporte feminino no Brasil, como ausência do investimento nas bases esportivas e consequentemente a baixa visibilidade dada.
     Ademais, a distinção existente entre a faixa salarial de homens e mulheres dificulta a acensão do esporte feminino, por exemplo a jogadora brasileira Marta, seis vezes melhor do mundo, ganha bem menos em comparação aos jogadores da seleção masculina, deixando claro o abismo formulado. Segundo o filósofo Francis Bacon: O comportamento humano é contagioso, torna-se frequente a medida que se reproduz. Desse modo, ainda é propagado culturalmente a desvalorização das atividades desportivas femininas, uma vez que os campeonatos e jogos não são televisionados, em razão do público ser baixo, necessitando finalizar o atual contexto.
     Dessarte, a integração feminina em atividades antes restrita aos homens foi fundamental para o emponderamento, mas ainda necessita de uma visibilidade maior. Diante disso, o MEC deve promover o investimento em educadores físicos, os quais formulem projetos para incentivar a participação de meninas no mundo esportivo, além de buscar romper com o paradigma de sexo frágil, por meio de campeonatos de modalidades esportivas em parceria com as redes estatuais de televisão, transmitindo jogos de base, com o objetivo de aumentar a visibilidade de uma causa nobre de valorização de atividades desportivas. Outrossim, realizar trabalho acerca da importância desse grupo ao longo das Olimpíadas e Copas do Mundo, deixando claro o papel fundamental perante o mundo esportivo. Por fim, essas medidas têm a finalidade de promover o crescimento e a consolidação da prática do esporte por mulheres.