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    Ao se analisar a dificuldade da mulher de participar da sociedade mais ativamente, percebe-se uma série de barreiras ao sexo feminino para se incluir no núcleo social. Uma forma de ratificar isso, é saber que, há pouco menos de 85 anos que o voto feminino foi reconhecido, com a Constituição de 1934. Analogamente a esse cenário histórico desigual, o gênero mais frágil encontra uma série de empecilhos que inviabilizam a valorização do esporte feminino no Brasil. Nesse sentido, a desigual remuneração e a falta de incentivo são os principais fatores que atrapalham o progresso da prática esportiva feminina, o que constitui uma realidade que ameaça igualdade entre os sexos e que deve ser mitigada.
         A princípio, o salário das mulheres é significativamente mais baixo do que o dos homens. Em defesa dessa assertiva, uma pesquisa divulgada pela Band News mostrou que o valor recebido pelas jogadoras brasileiras de futebol chega a ser quase sete vezes menor do que o dos jogadores. O grande problema, afirma o especialista em futebol, Carlos Gentil, é que essas meninas desempenham a mesma função e chegam a se destacar, muitas vezes, até mais do que alguns jogadores, como a Marta, que já passou rei Pelé em número de gols pela seleção. Isso demonstra claramente o quanto é desigual a gestão esportiva brasileira, além de ratificar injusta administração dos órgãos futebolísticos.
        Outrossim, cabe ressaltar que, a falta de um apoio, seja ele empresarial ou da sociedade, dificulta ainda mais a ascensão do sexo feminino nas competições. Um exemplo notório é a carência de patrocínio. Segundo a CBF (Clube Brasileiro de Futebol), o número de patrocinadores para as atletas foi o mais baixo já registrado até hoje na história das Olimpíadas, enfraquecendo o potencial de crescimento dessas esportistas. Ademais, o físico Albert Einstein já dizia ser mais difícil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. De fato, o preconceito ainda é um problema enfrentado pelas mulheres no esporte, sendo manifestado, entre outros modos, sob forma de xingamentos e declarações abusivas nas arquibancadas, evidenciando a sociedade machista que foi cultivada ao longo do tempo.
        Tendo em vista o exposto, são necessárias medidas concretas para resolver as problemáticas pertinentes à valorização do esporte feminino no Brasil. Para tanto, por meio da elaboração de regulamentos mais igualitários, órgãos esportivos brasileiros devem fazer um maior nivelamento dos salários entre os sexos feminino e masculino, a fim de se ter mais equidade no mundo do esporte. Em adição, urge que o Comitê Olímpico Brasileiro, fomente o patrocínio das atletas, de modo a incentivar empresas a investirem nos times de competição, além de estimular, com ajuda de propagandas conscientizadoras, divulgadas pela mídia, o respeito ao esporte feminino, com o fito de construir um país mais justo e igualitário.