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    O crescimento de mulheres no esporte brasileiro tem servido como exemplo para a valorização das modalidades femininas. Essa tese pode ser comprovada, visto que durante a Copa do Mundo Feminina de Futebol, meninas de todo o país sentiram-se representadas pelas guerreiras dos campos. Diante desta perspectiva de necessidade de reconhecimento nacional, cabe avaliar os fatores que fazem do esporte o elo entre o Brasil e a verdadeira equidade entre os gêneros.
          Primeiramente, deve-se observar que, por décadas, o público feminino fora afastado do esporte por mero sexismo. O decreto feito por Getúlio Vargas na década de 40, por exemplo, retirava das mulheres o direito da prática de esportes considerados "incompatíveis com sua natureza". Quase 70 anos depois, mesmo após algumas conquistas, meninas que desejam adentrar nesse mundo enfrentam preconceito advindos até mesmo de seus familiares, e, com tão pouca representatividade, acabam desencorajadas.
         Ademais, o pouco reconhecimento na mídia é outro fator preponderante. Infelizmente, nesta última Copa, apenas os jogos da Seleção Brasileira foram exibidos, e, por serem pouco assistidos, não geraram muita repercução, resultando em uma desvalorização do trabalho dessas mulheres. Assim sendo, mostra-se urgente um posicionamento na mídia, para fazer dar às atletas o devido reconhecimento.
          Torna-se claro, portanto, que a participação das mulheres no esporte resulta em benefícios à nação. Nesse sentido, cabe às escolas o trabalho de, por meio das aulas de educação física, insentivar a participação das meninas, ensinando que a igualdade entre os gêneros se dá em todos os âmbitos, para que elas também sintam-se acolhidas pelo esporte. Outrossim, os meios de comunicação devem propor uma maior interação feminina no esporte, através de novelas que exibam a representatividade. Somente assim o Brasil poderá ser um país mais igualitário e feliz.