A valorização do esporte feminino no Brasil.

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    Por muito tempo a prática de esportes de modalidade feminina foi proíbida pelo próprio Estado que, inclusive, sansionou leis a respeito durante a Era Vargas. Nesse contexto, a justificativa preconceituosa de que a fragilidade feminina é imcompatível com o esporte era culturalmente aceita. Não obstante, apesar dos avanços na inclusão esportiva das mulheres, a falta de vizibilidade e investimento ainda são evidentes urgindo-se mudanças.
       Em primeira análise, pontua-se que historicamente o esteriótipo feminino de ''sexo frágil'' foi propagado na cultura nacional, visto que a mulher, predominantemente, ocupava a esfera privada. Atualmente, a inclusão feminina na esfera pública como no ambito esportivo, por exemplo, tem crescido. Apesar disso, a mentalidade machista enraizada na sociedade permanece, pois muitas dessas mulheres sofrem preconceitos ao adentrar na carreira esportiva, onde prevalece a valorização masculina. Exemplo disso, são dados do site G1, no qual afirma-se que o salário dos homens podem chegar cerca de 50% à mais que o da mulher, inclusive, no esporte.
      Além disso, vale salientar que o preconceito insere-se ainda no contexto midiático, haja vista a ínfima divulgação e transmissão de campeonatos femininos, em relação aos masculinos. Afinal, apenas no ano de 2019 a Copa do Mundo feminina foi transmitida ao vivo na TV, assim, fica evidente o descaso da mídia que veicula majoritariamente jogos masculinos. Logo, a falta de visibilidade permite que mulheres tenham dificuldades na aquisição de patrocinadores, além de baixo estímulo para seguir a carreira esportiva.
      Diante dos fatos supracitados, é necessário que a União, junto ao Legislativo, crie a ''Lei do Esporte Inclusivo'' no qual estipula-se que as redes televisivas transmitirão iguais porcentagens de jogos femininos e masculinos na TV aberta. Posto isso, a equiparidade entre os gêneros no âmbito esportivo será fundamental no rompimento da desigualdade  de visibilidade midiática. Assim sendo, a longo prazo, a valorização do esporte feminino será perpetuado e, portanto, a erradicação da cultura machista nesse setor tende a diminuir, beneficiando a comunidade feminina no país.