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    A presença das mulheres no esporte vem se tornando cada vez maior, porém o preconceito contra as atletas é muito grande. Mesmo com muitas conquistas, a visibilidade e credibilidade delas é colocado diariamente em debate apenas pelo seu gênero.
          A jogadora Marta é um bom exemplo. Em dezembro de 2015, ela passou o Pelé e se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira, com 98 gols. Pelé possui 95 gols em 114 jogos com a camisa amarela. Mesmo assim, não só a atacante como todas as meninas do futebol feminino sofrem com a falta de, entre outros fatores, visibilidade, patrocínio e apoio. Dentro do futebol, esporte historicamente voltado aos homens, as mulheres que se aventuram em exercer alguma função enfrentam esses desafios.
          Segundo a socióloga Nathália Ziê, “O universo dos esportes é muito masculino, e muitas vezes nós mulheres não somos levadas a sério." Este mundo masculinizado, reproduz o machismo, porque está alinhado ao sistema patriarcal, no qual o homem está em maior evidência do que a mulher. Tudo isso são fatores que impossibilitam uma projeção maior e aceitação das mulheres no esporte e em outros setores. O reconhecimento das mulheres, conforme Ziê, levará um tempo para que a sociedade absorva e olhe para elas de modo diferente e legitimando com suas participações no espaço do esporte, independente da modalidade.
         Para minimizar este problema, deve-se começar pela divulgação do esporte feminino nas mídias sociais e redes de telecomunicação, sendo propagada como propaganda feita pelo conselho nacional do esporte. Também seria de grande ajuda, as redes de televisão começarem a transmitir as partidas de esporte feminino, assim como transmitem os jogos de esporte masculino, dando assim maior visibilidade a elas.