Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI

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    As Revoluções Industriais legaram à sociedade hodierna inúmeros avanços tecnológicos. Destaca-se nesse contexto, a Revolução Informacional como fator fundamental para o desenvolvimento da tecnologia iniciada no século XX e aperfeiçoada até o período atual. O aprimoramento dos "smartphones" proporcionou a criação de ferramentas cada vez mais eficazes no auxílio de diferentes atividades no cotidiano do consumidor e, em contrapartida, as empresas tradicionais passaram para uma situação de desfavorecimento. Dessa maneira, a modernidade presencia uma divergência entre usufruir e se adaptar às novas tecnologias ou negar e impedir os seus avanços.
      Apesar do Estado Brasileiro apresentar um cenário heterogêneo no acesso às tecnologias e à internet, segundo a Cheetah Mobile, empresa de dados analíticos do setor de tecnologia, o brasileiros são os que mais usam aplicativos de celular. Esse fato revela a preferência da população devido às vantagens dessas ferramentas, tais como a facilidade de chamar um táxi que apresenta melhor prestação de serviços e preço mais acessível, como o Uber, ou a rapidez em estabelecer comunicação à distância sem custo como o Whatsapp e, ainda, a possibilidade de lazer com a Netflix, sem o deslocamento até um cinema e gastos extras, por exemplo. São inúmeros aplicativos que auxiliam na rotina do homem, seja na organização de tarefas ou na realização de transferências internacionais sem pagar taxas bancárias e, é por esses motivos que as ferramentas tecnológicas não devem ser vistas como vilões na atualidade, mas como auxiliadoras eficazes que economizam o tempo e o dinheiro dos brasileiros.
      Sob outro prisma, verifica-se um claro incômodo  das empresas tradicionais, de alguns trabalhadores conservadores e, ainda, do próprio Estado. No que diz respeito à primeira, a insatisfação ocorre devido a perda de espaço para os aplicativos, tanto pelo crescimento da competitividade quanto pela diminuição do lucro, como o caso das operadoras de telefonia móvel e TV a cabo, por exemplo. Ainda, a intolerância de alguns trabalhadores, como taxistas, remete ao Ludismo do século XX, um protesto contra a inserção de novas tecnologias por receio de perder seus empregos. Por fim, o Estado preocupa-se em estabelecer uma carga desnecessária de impostos, o que encarece os serviços.
      Com base no exposto, o principal intervencionista deve ser o último citado pois, de acordo com o artigo 128 da Constituição brasileira é dever do Estado promover e incentivar o desenvolvimento tecnológico. Para isso, é necessário que seja realizado investimentos, com os tributos arrecadados, nas universidades públicas que contam com áreas voltadas às pesquisas tecnológicas. Dessa maneira, os estudantes estarão incentivados para promover novos projetos, além dos aplicativos internacionais, e contribuirão para a consolidação da tecnologia nacional. Visto que é melhor usufruir do que a negar.