Aplicativos x empresas tradicionais: A revolução tecnológica do século XXI

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    O Brasil contemporâneo enfrenta uma situação que pode ser equiparada aos primórdios da Primeira Revolução Industrial, com o movimento ludita, no qual os trabalhadores protestavam por sentirem-se ameaçados pela mecanização da produção. Na atual era tecnológica, os aplicativos, cujos serviços são ofertados de maneira gratuita ou com um valor significativamente inferior aos oferecidos pelos setores nacionais da economia, caracterizam a expansão do mercado competitivo.
          Nesse contexto, essa disputa é o principal fator motivador para a geração de capital e para a constante inovação, condição que, em um mercado cada vez mais exigente, torna-se um desafio a empresas de todos os portes. Em busca de facilidade, economia e um bom custo-benefício, o consumidor, especialmente em países industrializados, vivencia atualmente uma revolução digital, cujo contexto é um cotidiano intenso evidenciado pelo uso dos smartphones em atividades profissionais ou casuais. Esse uso frequente desencadeia na disseminação de serviços digitais relacionados ao transporte, às finanças, à educação, à gastronomia, ao lazer e até mesmo à saúde.
          Sob outra perspectiva, empresas prestadoras de serviços de diversas áreas podem sentir-se ameaçadas ou prejudicadas, haja vista a crescente preferência a atividades virtuais. Pode-se citar, por exemplo, aplicativos como o Uber, que atualmente é visto por taxistas regulamentados, como ilegal. A isenção de impostos e a facilidade do serviço contribuem para a disparidade dos valores cobrados, bem como para o surgimento de concorrentes, especialmente nas metrópoles, como São Paulo. Essa diversidade de opções faz-se necessária, uma vez que desata qualquer característica monopolista, incompatível com o sistema capitalista. 
           Portanto, com o objetivo de impulsionar a concorrência a fim de oferecer serviços melhores, o Estado há de considerar a privatização de empresas como uma solução eficaz, uma vez que ampliaria a competição entre instituições como os Correios, estatal que não possui atualmente nenhum equivalente. Ademais, a regulamentação, se acompanhada por taxas que inviabilizem a prática da atividade, mostra-se ineficiente, devido  ao risco de equiparação a serviços já existentes prejudicar o diferencial proposto. Modelos de mercado como o livre-comércio também devem ser estudados e propostos por economistas, a fim de instituir uma maneira benéfica ao consumidor e à empresa.