As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

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    No Brasil, em decorrência da falta de criticidade de muitos cidadãos, tornou-se corriqueira a compreensão de que a exclusão não afeta a saúde do ser. No entanto, embora essa perspectiva permaneça no senso comum, naturalizando esse modo de pensar, é preciso notar o quão ingênuo esse ponto de vista é ao possibilitar que o indivíduo se isente da culpa e aponte culpados. 
    O preconceito é uma das causas desse isolamento. Constrangimentos e discriminações podem ser vistos em unidades de saúde. O tratamento inadequado por conta da cor ou da orientação sexual do paciente, implica no mau tratamento e na resolução de doenças. Esses entendimentos sobre as consequências do afastamento social involuntário, mesmo que simplistas, tendem a ressaltar fatores como os resultados de um estudo da University College London, que indica que populações marginalizadas tendem a sofrer mais de enfermidades psíquicas. Em geral, quando a sociedade não se predispõe a assumir posturas críticas e sensatas, toda a atualização de valores fica propensa a exaltar padrões de conduta nocivos e desvirtuados que banalizam tal problema. Como se não bastasse, há de se atentar, também, à forma perniciosa como diversos segmentos sociais se comportam diante desse assunto, que subestima violações físicas e psicológicas sofridas por pacientes em virtude de padrões culturais. Portanto, essa questão tem a capacidade de agredir o presente e violentar o futuro. 
    Por conta disso, no debate acerca da saúde de minorias , é preciso enfatizar a urgência do investimento em um maior senso de corresponsabilidade coletiva. Dessarte, em consonância com as ideias da Teoria da Coesão Social, de Durkheim, e do poeta John Donne, não se deve perguntar por quem dobram os sinos, deve-se notar que dobram por todos. Desse modo, é possível evitar a proliferação de posturas meramente acusatórias que, além de desprezarem a atuação pouco eficaz ou inexistente de agentes públicos, também agenciam o aborto de sonhos e o assassinato de esperanças, ao passo que o preconceito institucional pode afetar a atuação técnica. Sob essa égide, mais do que se eximir da culpa para apontar culpados, os brasileiros devem atentar-se ao seu poder de ingerência e resolução. 
    Sem dúvidas, quando restrita a fatores inoportunos, qualquer iniciativa contra a exclusão e seus efeitos sobre a saúde está fadada ao insucesso. Assim, faz-se necessário que o Estado, por meio da parceria entre os Ministérios da Saúde e Educação com mídias sociais, propague a importância de acabar com preconceitos ao publicar em seus meios midiáticos os problemas psicológicos que tal obstáculo pode oferecer à população, além de garantir, em escolas, palestras sobre a importância da inclusão e psicólogos para vítimas e agressores, o que afeta de forma sistemática toda a estrutura social excludente, posto que cuidando da juventude, futuras gerações podem ser mais responsáveis.