As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

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    “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”. A frase, do pastor e ativista estadunidense Martin Luther King, exprime a ideia de que qualquer ato de injustiça mesmo que mínimo vai de encontro a justiça, uma vez que o corpo social é um organismo vivo e não pode ser pensando de forma dissociada. Analisando esse conceito atrelado à contemporaneidade, nota-se que quando se refere as formas de exclusão no sistema de saúde e suas consequências, é perceptível que essa injustiça velada a certas minorias acarreta inúmeras problemáticas atuais e futuras que agravam a melhoria do sistema de saúde vigente no Brasil. 
        Sob esse viés, é possível inferir que a parcela da população mais afetada por essa discriminação é a comunidade LGBTQ+ que ao invés de ganhar mais espaço no âmbito de melhorias para a saúde vem perdendo-a gradativamente como, por exemplo, em 2019 o Ministério da Saúde faz a retirada de circulação das cartilhas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis referentes aos transexuais, que dificultam a resolução de mazelas atuais e a realização de uma medicina preventiva. Além disso, deve-se parar de encarar a saúde apenas como ausência de doenças, mas uma situação que evidencia problemas como a falta de materiais, a superlotação, a falta de preparo no atendimento.      Ademais, o Sistema Único de Saúde deveria seguir suas diretrizes para igualar a população e se tornar mais inclusivo e fazer de suas melhorias mais eficientes como, a capacitação em forma de educação à distância dos profissionais para melhor atender essa parcela da população. Outro fator a ser analisado é que a comunidade LGBTQ+ é mais do que doenças sexualmente transmissíveis, uma vez que um dos constrangimentos desse fragmento do corpo social é a visão que os profissionais da saúde possuem de que a grande maioria é portadora apenas desse tipo de doença. Porém, a discriminação da comunidade está muito além de um problema no sistema de saúde, mas sim uma mazela diária que mata rapidamente.
    Portanto, devem ser feitas campanhas publicitárias em todas as fontes midiáticas a respeito da prevenção de doenças, o tratamento, realizadas pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos em todo território nacional com o intuito de valorizar a saúde como um direito humano e enfatizar a necessidade de um atendimento igualitário a comunidade LGBTQ+ sem qualquer discriminação, restrição ou negação em virtude da orientação sexual e identidade de gênero.