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    No Brasil, em debates antes das eleições de 2018, a ascensão de uma figura intolerante através de suas falas descortinou o preconceito contido na sociedade dita receptiva. Nesse viés, os problemas antes existentes entre as minorias brasileiras aumentou, o que desencadeou riscos maiores de danos à saúde ou à integridade física. Juntamente a essa visão, tem-se a precaridade dos institutos de saúde pública brasileiras. Desse modo, o preconceito e a exclusão presentes na sociedade brasileira são problemas que devem ser apaziguados pela população e pelo governo. 
       É importante destacar, primeiramente, o aumento da taxa de pessoas que sofrem ou sofreram preconceitos, apresentada por pesquisa divulgada pelo instituto de pesquisa Datafolha. Em 2007, a porcentagem por preconceito de classe era de 23%, em 2019, depois das eleições de 2018, somam-se 30% dos entrevistados. A pesquisa também revela índices de intolerância contra a orientação sexual, negros, mulheres e preconceito religioso. A exclusão que os altos índices de discriminação apontam causam, muitas vezes, distúrbios psicológicos nas vítimas e a necessidade de tratamento pode não ser concretizada por fatores como a falta de renda ou medo. 
       Por conseguinte, a falta de infraestrutura e de profissionais é um problema grave que atinge as unidades de saúde públicas do Brasil, como afirma o site de notícia BBC Brasil. Consultas sem data para agendamento, falta de equipamentos, profissionais desqualificados são problemas recorrentes. Em países com sistemas universais de saúde como o Canadá investem pelo menos 6,5% do PIB enquanto o Brasil, apenas 3,4%, afirma estudos da OMS. Outrossim, o despreparo dos profissionais da saúde para com minorias como travestis, gays, lésbicas, deficientes auditivos ou com afonia também dificultam o acesso à saúde pelo grupo, aumentando os riscos de desenvolverem complicações na saúde física e psicológica. 
        Infere-se, portanto, que a saúde e combate ao preconceito são fatores que estão interligados. Dessa perspectiva, deve ser promovido pelo governo, através do Ministério da Educação, um maior preparo dos médicos e palestras que mirem apaziguar a intolerância presente na sociedade brasileira por meio da divulgação feita pela mídia de modo a diminuir os índices de preconceito conforme o tempo. Ademais, os três poderes devem formular uma lei que vise obrigar os cidadão à mudarem de conduta, através de punições como multa e reclusão, oferecendo um resultado imediato da diminuição de discursos de ódio; considerar a proposta da OMS de que o governo deve investir o dobro que investe na saúde também faz-se necessário. Dessa maneira, o Brasil ficará mais perto de ser um país realmente receptivo e com a população que nele vive mais saudável.