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    Na mitologia grega, Aporia é um espírito da dificuldade que destrói o alcance da eudaimonia- felicidade- quando impede a sociedade de realizá-la. Similarmente, o espírito representa as diversas formas de exclusão, na área da saúde, que geram impactos enormes sob as minorias brasileiras que procuram um atendimento humanizado. Mediante ao exposto, o poder público segue inerte e deixa a problemática permanecer.
              Primeiramente, é indubitável que a humanização é um dos princípios organizativos do Sistema Único de Saúde. Entretanto, esse preceito é ignorado nos postos de atendimento, uma vez que há desigualdade. Ainda sob esse ângulo, a pesquisa da Época evidencia a história da jovem Rafaela que não recebeu atendimento por ser negra, na zona oeste do Rio de Janeiro, o que demonstra a incapacidade dos profissionais de trabalharem sem o preconceito.
    
              Nesse contexto, o letárgico poder público permanece em repouso e a problemática em constância. Ademais, esse comportamento inerte governamental guia o impacto da descrença em relação ao SUS já que a equidade, princípio doutrinário do SUS, não existe. Aliado a isso, a tese aristotélica de que para tornar-se ético o homem deverá ser responsável pelos próprios atos e dos demais é unilateral, pois o governo nada faz para sanar o conjunto de problemas.
    
           Portanto, medidas governamentais devem ser efetivadas. A campanha "Atendimento humanizado para todos" poderia funcionar de modo informativo, em que o poder público juntamente com o SUS e o Ministério da Comunicação deveriam criar anúncios nas plataformas digitais, como o YouTube, para mostrar aos cidadãos e aos profissionais da saúde que a discriminação não será aceita. Ademais, nessas propagandas deveriam conter dados que destaquem os princípios do SUS e dos direitos dos cidadãos, para assegurar a população que o serviço público deve ser efetivado com excelência.  Assim, Aporia não representará o atendimento dos brasileiros.