As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Envie sua redação para correção
    Há muito tempo a saúde está em debate no Brasil; no início do século XX foi criticada na literatura e, recentemente, muito se discute sobre a relação entre a exclusão e saúde de minorias sexuais e étnicas. Tal exclusão, muitas vezes, ocorre pelas próprias instituições de saúde.
      Antes de tudo, é preciso perceber que as políticas públicas são reflexo da sociedade que as faz. Lima Barreto criticou tais políticas e a sociedade em seu livro "Os Bruzundungas", em 1922. Desde então, muitos avanços aconteceram, mas ainda há o que evoluir. Por isso, é necessário pensar na saúde das minorias sexuais, por exemplo, não só para melhorar a vida destes indivíduos, mas também a sociedade como coletivo. Um exemplo de exclusão, reflexo dos preconceitos instituídos socialmente, é o descarte de sangue doado por LGBTs. Com isso, postos de coleta não recebem sangue suficiente e perpetua-se o preconceito.
      Além disso, a exclusão de minorias étnicas, como a população negra, também é um problema. É sabido que, historicamente, a medicina foi construída como uma profissão de e para a elite, majoritariamente branca. Dessa forma, essa construção tem impactos em diagnósticos e condutas nos dias de hoje. Caso um indivíduo negro necessite de atendimento dermatológico, por exemplo, encontrará dificuldades, pois são pouquíssimos os profissionais especializados em pele negra.
      Essas questões demonstram que a exclusão começa nas construções sociais e reflete nas diversas instituições e órgãos públicos, inclusive os de saúde. Tais exclusões afastam populações minoritárias de seus direitos básicos, como os de receber tratamentos de qualidade.
      Portanto, percebe-se que a marginalização de minorias acontece nas mais diversas instâncias, perpetua preconceitos e prejudica a evolução da sociedade. Dito isso, é preciso que os indivíduos reivindiquem seus direitos e que profissionais de saúde busquem diálogos com as minorias. Governos federal estadual e municipal devem trabalhar em conjunto com os profissionais para a construção de políticas públicas justas e eficazes.