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    Marginalização, invisibilidade, restrições. Diversas são os entraves vivenciados pelas minorias para se ter acesso à saúde. No entanto, apesar da Constituição Federal Brasileira assegurar no artigo 196 que "a saúde é um direito de todos e um dever do Estado", o bem-estar desse grupo e da coletividade encontra-se em risco e demanda soluções urgentes. 
             Em primeiro lugar, vale destacar que os modos de discriminação vigentes rompem com os direitos democráticos de acesso à saúde. Nessa Lógica, torna-se evidente que quando um indivíduo homossexual, por exemplo, é privado de doar sangue devido a sua orientação sexual, corrobora para o fato de que não existe igualdade social voltada para essa questão da saúde brasileira. Nesse sentido, a população é impactada negativamente com a exclusão dessa parcela da sociedade que não pode contribuir positivamente para sustentar os bancos de doação de sangue e, isso devido aos esteriótipos inconvenientes criados contra eles.
            Por conseguinte, outra minoria que sofre com a marginalização em relação ao acesso à saúde é os índios. Pelo motivo de se encontrarem mais distantes das cidades visando preservarem sua cultura e modos de vida, o Estado brasileiro acaba por negligenciar a oferta do aparato de saúde dentro das tribos, o que pode vir acarretar a disseminação de doenças infectocontagiosas, como a gripe H1N1, nos momentos de epidemias afetando, dessa maneira, toda coletividade.
           Logo, é mister que o Ministério da Saúde (MS), atente-se para as demandas dos excluídos. Em relação aos homossexuais, o (MS) deve abrir exceção para que os casais que comprovarem união estável por meio de certidão de casamento, por exemplo, possam doar sangue a fim de colaborarem para o aumento dos estoques de bolsas nos hemocentros brasileiros. Já em relação ao indígenas, o Estado precisar investir na construção de postos de atendimento no interior das tribos. Fornecendo, dessa maneira, pessoal capacitado e treinado na língua própria deles, com o objetivo de combater e prevenir o avanço de doenças, mas também fomentar a democratização da saúde entre os excluídos socialmente.