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    A expectativa de vida, no Brasil, cresceu exponencialmente nos últimos anos. No entanto, embora a qualidade de vida e a longevidade estejam no seu momento áureo para alguns, muitos, principalmente as minorias sociais, seguem desamparados pela saúde pública do país. Por isso, é pertinente a discussão sobre a exclusão social e seus impactos na saúde dos brasileiros. 
       Primeiramente, podemos destacar o preconceito como um impulsionador do problema. Segundo Emilé Durkheim, fatos sociais são fenômenos que exercem coerção sobre os indivíduos. Partindo da perspectiva do sociólogo, podemos notar que o preconceito, como um fato social, coloca a vítima numa situação desconfortável perante a sociedade, pois gera no indivíduo - como coerção - sentimentos como: a raiva, a impunidade e a solidão. Naturalmente, a persistência dessas emoções não é benéfica para o funcionamento mental dessas pessoas, o que as coloca como alvos de doenças psicológicas.
      A disponibilidade do atendimento médico e a maneira como ele se dá  também é um entrave nessa questão. Para os grupos de menor poder econômico, o acesso à saúde é notadamente mais restrito, e por conta da superlotação, do sucateamento e da má organização das estruturas hospitalares, esse grupo se sente cada vez mais repelido desses ambientes. Somando-se isso ao baixo grau de instrução da sociedade a cerca da importância da medicina preventiva, os menos favorecidos são colocados em situações de imensa vulnerabilidade à doenças.
      A partir dos pontos levantados, podemos perceber que a exclusão de certos setores sociais geram graves impactos na saúde de muitos. Nesse sentido, o preconceito e o sistema de saúde público do país merecem maior atenção. Para resolver o primeiro ponto a educação e a cultura são os únicos caminhos. Para o segundo ponto, o governo deve investir na criação de mecanismos de prevenção em saúde para os mais pobres, tais como academias públicas e acompanhamento nutricional  nas escolas.