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    A revolta da vacina foi uma série de manifestações populares que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, no início do séc. XX, em oposição à vacinação obrigatória. Esse evento, demonstra como a oferta de saúde, em contraste com a exclusão de informações, pode impossibilitar a atividade clínica. Hoje, por sua vez, a privação continua e o preconceito e as dificuldades socioeconômicas são os principais agentes dessa problemática.
    Em primeiro lugar, é inexorável destacar o papel do preconceito e da discriminação como vetores de diversas patologias. O Homem do séc. XXI é um animal que foi moldado para o convívio social, no entanto, quando algum fator impede essa socialização e de se esperar o aparecimento de problemas. Sendo assim, os conceitos prévios e discriminatórios são capazes de causar desconfortos, transtornos comportamentais e até a depressão. Ademais, quando esse sentimento espúrio está nos órgãos de saúde o efeito é o de desestimular o grupo afetado a buscar ajuda. Destarte, percebe-se que a exclusão social causada pelo preconceito pode causar doenças e ainda impedir que essas sejam devidamente tratadas.
    Somando-se a isso, existe a exclusão socioeconômica e educacional que corrobora com a disseminação de diversas doenças. Quando uma parcela da população vive em uma fragilidade social é comum o aparecimento de doenças, seja, pela alimentação carente em vitaminas e sais minerais, seja pela falta de acesso à medicina preventiva. Além disso, o grupo que foi privado do acesso à educação tende a não tomar medidas de higiene, saneamento básico e nem de prevenção à DST's. Dessa maneira, é perceptível que a exclusão social é atuante na manutenção de quadros patogênicos na sociedade.
    Torna-se evidente, portanto, que o Brasil necessita de uma nova revolta, uma revolução que seja capaz de arrebatar todos os problemas, mas para isso, medidas devem ser tomadas. Em primeiro lugar, o Ministério da Saúde deve atuar para diminuir o preconceito e promover um amparo aos necessitados e uma educação sanitária. Esse órgão deve investir em um treinamento especializado e em novas formas de tratar as doenças advindas da discriminação, isso irá diminuir a intolerância e promover um tratamento mais humanitário e efetivo. Além disso, deve distribuir vitaminas e realizar palestras e oficinas, pois, só assim o Brasil será um pais saudável.