As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

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    O documentário Holocausto Brasileiro baseado no livro de Daniela Arlex, conta a história do Hospital psiquiátrico Colônia de Barbacena, fundado em 1903, em Minas Gerais. Assim, relata-se como eram tratadas pelo governo e sociedade às minorias que eram consideradas indesejadas sociais, como as que se encontravam em situação de rua. Em suma, essas pessoas eram despachadas para o Hospital Colônia, e então, tratadas como se fossem pacientes psiquiátricos, mesmo não sofrendo de doenças mentais, submetidas, deste modo, a condições sanitárias precárias e formas de tratamentos indignos. Portanto, baseado nesta história real, torna-se inegável que a exclusão social, em todas suas manifestações, traz consequências à sociedade, em especial no âmbito a saúde, destacando-se o sofrimento destes indivíduos. Entretanto, as minorias citadas acima ainda são alvo de invisibilidade para os olhos do governo e comunidade.
         Inicialmente, um entrave que corrobora para a exclusão social permanecer até a atualidade, é a mentalidade retrograda por parte do corpo social, que se mostra na sua falta de empatia. Por conseguinte, esse fator acarreta no – higienismo social-, que consiste na expulsão destes indivíduos da estrutura social brasileira, deixando então, está parcela da população cada vez mais a mercê de situações, que em todo o seu contexto apresentam formas indignas de viver, impactando principalmente a saúde dos moradores de rua.
         Apesar, da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirmar que todas as pessoas têm direitos que garantem a dignidade da vida humana. Os indivíduos, que se encontram a morar na rua, parecem estar, de modo, invisíveis para esta questão, pois os mesmos estão submetidos a situações que afetam sua saúde física e mental, como: falta de saneamento básico e outros quesitos que garante uma vida mais digna, além de sofrerem violência e desprezo. Trazendo assim, um contraste a ser repensado pelas estruturas governamentais e sociais que regem e influenciam o país. 
          Urge, desta forma a tomada de medidas para formar uma sociedade menos higienista. Cabe as escolas, por meio das aulas de humanas, como filosofia, sociologia e história promoverem diálogos que visem relatar a importância da empatia com o próximo, assim como com as minorias necessitadas de atenção. Para que, então, adiante estes alunos possam se tornar agentes inclusivos de uma sociedade mais justa. Em adição, cabe ao Ministério da cidadania juntamente com a mídia, promover a diversidade mediante a transmissão de novelas em rede nacional, com elencos diversificados, com várias etnias e situações sociais, com o objetivo de mitigar os padrões sociais que tanto excluem as minorias.