As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

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    Em 2009, a novela "Caminho das Índias" foi televisionada e, como plano de fundo, tinha-se o sistema de castas indiano em vigor ainda no século XXI. Sendo assim, os sudras, pessoas pertencentes à casta mais inferior e que eram segregadas pelos demais, viviam em ambientes inóspitos, o que facilitava a contração de doenças. Saindo da obra televisiva, e adentrando no cenário atual brasileiro, percebe-se que muitos indivíduos são marginalizados assim como os sudras, porém, essa exclusão apresenta-se na ausência da preocupação estatal para com os pobres, e também no conservadorismo vigentes, os quais afetam diretamente a saúde dos envolvidos.
          Em primeira instância, é relevante esclarecer que muitos brasileiros vivem em periferias e não possuem qualidade de vida. Em seu livro "Quarto de Despejo", Carolina Maria de Jesus escreve sobre como é morar na favela e as situações difíceis pelas quais passou, como a constante fome, o adoecimento de seus filhos e a vida difícil de catadora de lixo. Além disso, Carolina mostra sua indignação com o Governo, pois os políticos só faziam promessas relacionadas à melhoria da periferia nas épocas eleitorais, e quando essas passavam, eles não retornavam. Ao analisar a obra, nota-se que muitos lugares ainda não possuem elementos básicos que são de responsabilidade do Estado, como saneamento e alimentação, tornando os habitantes mais vulneráveis à doenças como a leishmaniose e a anemia.
            Em segunda instância, pode-se dizer que os preconceitos construídos ao longo dos séculos, ainda deixam suas raízes nos dias de hoje. Tomando como exemplo as mulheres, percebe-se que elas ainda sofrem com o machismo estrutural, o qual inferioriza o papel feminino na sociedade. Como consequência, as elas têm que enfrentar diversas situações difíceis, e consoante a Apsen Farmacêutica, as mulheres possuem duas vezes mais chances de desenvolverem depressão, em partes, isso é resultado dessa pressão social. Assim como as mulheres, diversos outros grupos sociais têm sua saúde mental afetada por causa de estigmas construídos socialmente.
           Portanto, é nítido que a exclusão de certos grupos os afetam diretamente, tornando-se necessário tomar medidas para solucionar o impasse. Assim, o Governo Federal pode agir para melhorar a qualidade de vida da população pobre, isso deve ser feito por meio da destinação de verbas para as prefeituras aplicarem nas políticas públicas de saneamento e expansão dos restaurantes populares. Cabe também ao Ministério da Educação promover a desconstrução de preconceitos disseminados na sociedade, mediante ao aumento da carga horária da disciplina de sociologia, para que haja um debate sobre o tema em sala de aula. Pois, somente assim será possível alcançar uma sociedade inclusiva em que todos vivam de forma saudável.