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    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), considera-se uma pessoa saudável quando esta apresenta perfeitas condições metabólicas, físicas e mentais. Ao adotar tal definição, percebe-se, contudo, que determinados grupos na sociedade brasileira divergem do quadro esperado por órgãos internacionais, pois apresentam quadros problemáticos de saúde corporal e psíquica, à medida que são vítimas de exclusões sociais danosas ao equilíbrio humano. 
        É válido considerar, em primeiro lugar, os impactos à disposição física, resultados da exclusão social.
    Para ilustrar tal problema, convém apresentar como exemplo a segregação de gênero no Brasil. Esse tipo de separação da sociedade pode ser analisado a partir da lógica do capital do século XXI, uma vez que as relações sociais de trabalho foram diretamente afetadas, modificando até mesmo a saúde feminina. Prova disso, é a maior incidência das doenças cardiovasculares em mulheres, de acordo com dados mundiais e nacionais, provocadas, principalmente, pela rotina extenuante que esta figura precisa assumir para se enquadrar como mãe, esposa e ainda profissional.
        Cabe apontar, além disso, que na contemporaneidade brasileira os padrões ditam regras importantes e também passam a incrementar a lista dos "monstros" à saúde. Essa constatação torna-se mais clara quando se adota por base a "sociedade do espetáculo" teorizada pelo pensador francês Guy Debord, a qual privilegia o "parecer" em detrimento do "ser". Tal situação, no Brasil, já demostrou suas preocupantes particularidades, dado que, ao criar normas de condutas, inúmeros indivíduos sacrificam-se para se encaixarem nelas. Por conseguinte, os resultados dessas práticas culminam por vezes em problemas psíquicos, como o caso da adolescente Dielly Santos de 17 anos no Pará, a qual se suicidou em 2018 após sofrer há tempos com a gordofobia.  
       Fica evidente, portanto, que diversos são os problemas de saúde promovidos pela exclusão. Logo, para previnir esse fato e reduzir os números de patologias resultantes da segregação, as empresas podem reservar parte dos custos a atividades destinadas às funcionárias, como acampamentos e atividades físicas, a fim de permitir a elas momentos de mais tranquilidade. Ademais, a distribuição de informações, por parte do Ministério da Saúde, acerca dos problemas da exclusão é fundamental, pois esse setor governamental pode desenvolver, a partir das propagandas, ficções engajadas que tratem os problemas do preconceito e da discriminação. Com o objetivo de, assim, amenizar os danos causados ao povo pela falta de coesão social. Sendo assim, será possível ao menos se aproximar do conceito de saúde descrito pela OMS.