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    No passado do Brasil haviam outras formas de lidar-se com as minorias que eram consideradas indesejadas sociais. Assim, como é relatado no documentário ‘Holocausto Brasileiro’’ baseado na real situação do hospital psiquiátrico colônia de Barbacena, para onde os moradores de rua, então indesejados nas metrópoles eram despachados. E, por conseguinte, tratados como se fossem pacientes psiquiátricos, mesmo não sofrendo de doenças mentais, e, submetidas a condições sanitárias precárias e formas de tratamentos indignos. Inicialmente, apesar deste relato estar no passado, o higenismo social ainda é praticado na sociedade atual brasileira, deixando, está parcela da população cada vez mais a mercê de situações indignas de viver sem direitos básicos, impactando principalmente a saúde dos moradores de rua.
         Em síntese, uma das causas que corroboram para a exclusão social permanecer até a atualidade, é a mentalidade retrograda por parte do corpo social. A medida que, esse fator acarreta na continuidade do higienismo social e urbano que, consiste em expulsar, essas minorias, do eixo social e das cidades. Tanto é que, se torna fato percebível que os espaços nas cidades colaboram para a exclusão, de forma a impedir que esses indivíduos habitem o espaço público. Sob essa perspectiva, é possível encontrar, inúmeros grupos que não se enquadram no padrão destas cidades, como os moradores de rua que, então, são obrigados a viver as margens da comunidade. 
        Consequentemente, os indivíduos que se encontram a morar na rua estão submetidos a situações que afetam sua saúde física e mental. Tais como, carência de saneamento básico, e outros quesitos, que garantem uma vida mais digna, além, de sofrerem violência e desprezo. Assim, o fato de estarem invisíveis para o governo e sociedade, debilitam os seus direitos, como o acesso a saúde. Deste modo, torna-se inegável que a exclusão social, em todas as suas manifestações, seja no ato da violência ou do fingir em não ver, traz consequências, que precisam ser evitadas.
       Urge, dessa forma a tomada de medidas para formar uma sociedade menos higienista. Cabe as escolas, por meio das aulas de humanas, como filosofia, sociologia e história, promoverem diálogos que visem relatar a importância da empatia com o próximo, assim como, com as minorias, necessitadas de atenção. Para que, então, adiante estes alunos possam se tornar agentes inclusivos de uma sociedade mais justa. Em adição, cabe ao Ministério da cidadania juntamente com a mídia, promover a diversidade, mediante a transmissão de novelas, com elencos diversificados, várias etnias e situações sociais. Para então, mitigar os padrões sociais que tanto excluem as minorias e os tiram direitos básicos, garantidos a todos os indivíduos, como acesso a saúde.