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    Para Martin Luther King - grande líder no movimento civil dos negros - "A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar". de maneira análoga, as diversas formas de exclusão acabam gerando grandes impactos no sistema de saúde brasileira, mesmo após teóricos avanços constitucionais, a conjuntura de iniquidade permanece e acaba, infelizmente, refletindo na sociedade hodierna. Nesse contexto, não há dúvidas de que a abolição de quaisquer tipos de preconceito é um desafio no Brasil, o qual ocorre, devido não só a negligência governamental, mas também à falta de empoderamento social. 
      Advém ressaltar, a princípio, a ilegitimidade dos órgãos governamentais mediante a adoção de políticas de contenção à proteção dos cidadãos que constantemente são vítimas de preconceito e consequentemente, acabam desenvolvendo sérias doenças psíquicas. Sob esse viés, é cabível relacionar essa realidade com a a perspectiva de Carlos Drummond de Andrade. Com seu poema, "No meio do caminho", são mencionadas repetidamente pedras no decorrer dos versos, as quais podem ser classificadas como obstáculos que impedem a concretização de avanços na sociedade. Em contraste com o poema, inaceitavelmente, o descaso público-administrativo representa um grande empecilho ao sessamento dos preconceitos, uma vez que, a oferta de fiscalização das leis em vigor no Brasil não encontra-se presente em todo o território nacional. 
     Outrossim, a falta de ações sociais coletivas da população contribui expressivamente na potencialização do impasse. O intitulado "Brasil: um país do futuro" é um livro de Stefan Zweig, resultado do período em que o autor esteve exilado no Rio de Janeiro, durante a expansão nazista pela Europa. Em paralelo à celebre frase do escritor, é irrefutável afirmar que o país está muito longe de corresponder a tal estereótipo idealizado. Essa situação ocorre porque, lamentavelmente, muitas pessoas acabam não se importando com o problema alheio, gerando assim a luta solitária dos cidadãos que são constantemente vítimas de preconceitos.  
      Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas - o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas - abertas a toda população - a respeito dos malefícios vivenciados pelas vítimas do preconceito, ministradas por psicólogos especializados no assunto e pelas próprias vítimas. - uma vez que, ações sociais coletivas têm imenso poder transformador - a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral - por conseguinte - conscientizem-se. Com isso, a população brasileira irá saltar as pedras de Drummond, e caminhar para a justiça social de Luther King.