Envie sua redação para correção
    A primeira Constituição do Brasil era adepta do voto censitário, ou seja, apenas tinha o direito de votar quem possuía alguns critérios econômicos, gerando assim uma exclusão social de grande escala. No que refere-se ao atual cenário brasileiro, essa mazela da sociedade ainda é pertinente, visto que no sistema de saúde a marginalização das minorias étnicas se faz presente nesse ambiente e esse empecilho afeta na condição física e psíquica dessas pessoas, quando na verdade deveria ser um local para promover a saúde e o bem estar.  
       É importante ressaltar, em primeiro plano, que os membros da comunidade LGBT são os mais afetados na hora de procurar um serviço médico. Ações discriminatórias são de grande ocorrência e a falta de programas em específico para essas pessoas também é algo a ser discutido. Consoante Hannah Arendt, filósofa alemã, a igualdade de direitos e a manifestação de opiniões são necessárias para o poder existir. Partindo desse pressuposto, a sociedade, em especial, as minorias sexuais possuem grande autoridade, pois através de sua insatisfação com o sistema de saúde e a busca pelos seus direitos será de extrema importância para a mudança desse cenário.
    
       Ademais, os imigrantes também enfrentam dificuldades para ter acesso a um médico. Apesar do Brasil ter milhares de estrangeiros vivendo no país, a maioria passa por problemas na hora de receber atendimento, seja por falta de documentação ou até mesmo discriminação com essas pessoas. De acordo com uma pesquisa realizada pela University College London, na Inglaterra, minorias étnicas possuem mais chances de desenvolver transtornos psicóticos. Em meio a isso, é possível perceber que o despreparo e o preconceito enraizado entre os profissionais da saúde acabam acarretando em sérios problemas de saúde para essa parte da sociedade.
       Diante dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver projetos de assistência médica em comunidades periféricas através do voluntariado e a participação dos médicos para que, dessa forma, seja possível a promoção do bem estar do brasileiros e que a exclusão social de primeira Constituição seja apenas algo que passou a ser inexistente no Brasil.