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    No Brasil atual, aproximadamente 12% da população possuem indícios de algum transtorno mental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Vários fatores podem levar a tais sintomas, e um deles é a discriminação com o próximo, que não só afeta a saúde cerebral mas também o bem-estar no geral.
          O preconceito contra algum grupo de pessoas é um problema na sociedade há gerações, visto que até pouco tempo atrás, por exemplo, ser homossexual era crime e os negros eram extremamente marginalizados. Hoje em dia tais problemas foram diminuídos mas não consumados, principalmente no Brasil, o qual é um dos países onde mais matam LGBTs, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia. Essa discriminação nos dias atuais pode, consequentemente, chegar aos hospitais por meio dos indivíduos que lá trabalham, como um atendente ou até um médico tratar com descaso um paciente afrodescendente ou transexual. Esses últimos ao serem tratados de forma desrespeitosa, tendem a não voltar para o local e não tratar de suas doenças.
    
          O desprezo com tal parcela da população pode, também, afetar a saúde mental dos mesmos. Isso ocorre pois, ao serem prejulgados e posteriormente tratados com aversão, eles se sentem excluídos e sozinhos, o que pode evoluir para uma ansiedade social ou até depressão, e então o indivíduo ter um fim trágico. A produção cinematográfica norte-americana "Orações para Bobby" exemplifica esse processo, já que o personagem do título sofre preconceito de sua própria família por ser homossexual, e isso, um tempo depois, o faz cometer suicídio.
    
          A exclusão de pessoas podem afetar a saúde das mesmas, então tal problema deve ser extinguido. Para isso é necessário que o Ministério da Saúde conscientize os médicos e funcionários dos hospitais públicos a tratar de igual todos os pacientes, por meio de cartas e notificações oficiais. Já a mídia também deve fazer sua parte, colocando pessoas pertencentes a minorias em filmes, séries e comerciais, para elas não se sentirem sozinhas ou não representadas, e o resto da população as vejam como os seres humanos normais que elas são.