As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

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    No período de ocorrência da Segunda Guerra Mundial (1940-1945), era comum a prática da eugenia na Alemanha, isto é, a exclusão social de pessoas consideradas imperfeitas para os nazistas, como os negros e homossexuais. Neste século XXI, no Brasil, as várias formas de preconceito que existiam naquela época ainda existem e causam diversos impactos negativos sob a saúde das vítimas, por exemplo a depressão e a ansiedade. Nesse sentido, os prejuízos ao bem-estar dessa população ocorre há muito tempo e são causados pela negligência do Estado.
       Decerto, a prática da exclusão, atitude agravadora da saúde humana, não é uma novidade no país. Isso pode ser comprovado pela análise do livro ''Holocausto Brasileiro'', escrito por Daniela Arbex, pois essa obra relata o que aconteceu, no século passado, no Hospital Colônia de Barbacena. Nesse ínterim, a autora demonstra como prostitutas, mendigos, homossexuais e outras minorias eram tratadas nesse local, evidenciando a violência, a fome e o assassinato desses indivíduos,o que fazia a maioria dessas pessoas enlouquecer. Nessa lógica, o que aconteceu nessa clínica  é o retrato concentrado do que acontece com milhares de excluídos sociais no Brasil, como quando um negro sofre agressão física e mental diariamente nas ruas e vai acumulando um sentimento de inquietude dentro de si, podendo causar várias doenças, como a depressão. 
        Entretanto, isso só acontece porque o Estado é negligente em relação à busca do fim do preconceito, o que se tornasse realidade, garantiria o bem-estar da comunidade por completo. Segundo o filósofo iluminista Voltaire, as pessoas só têm preconceito daquilo que elas não conhecem profundamente. Assim, como o governo não promove eficientemente a diversidade, o esclarecimento de vários indivíduos sobre as minorias fica dificultado. Tendo isso em vista, caso a nação tivesse entendimento pleno, nenhum grupo social sofreria agressões e seus direitos, como a saúde, não seriam prejudicados por causa de características humanas.
        Diante do exposto, a fim de que o preconceito que motivou, em parte, a Segunda Guerra acabe, o Ministério da Cidadania, em parceria com o da Educação e do Trabalho, deve instituir a discussão sobre a diversidade nas escolas, nas universidades e nas empresas. Isso pode ser feito por meio de palestras mensais, especificamente, elas devem ocorrer em horário extracurricular ou extra turno, ter cunho obrigatório e ser ministradas por sociólogos, filósofos e professores de História, pois, dessa maneira, as pessoas terão conhecimento,  a premissa de Voltaire acontecerá e o preconceito reduzirá, acarretando no fim do agravamento da saúde das pessoas por elas enquadrarem-se em grupos minoritários.